Os familiares do auditor da Receita Federal em Franca, Adriano Willian de Oliveira, de 52 anos, morto a queima roupa na noite do dia 12 de março deste ano, realizarão uma manifestação contra a soltura do assassino confesso Samir Panice Moussa, de 48 anos.
A indignação se originou após o juiz José Rodrigues Arimatéa, responsável pela Vara do Júri de Franca, conceder na última segunda-feira, 17, a liberdade provisória do dentista responsável pelo crime. O magistrado também decidiu que o réu irá a júri popular.
Para evitar que o dentista seja julgado pelo Tribunal do Júri, segunda a decisão desta semana, a defesa alega legítima defesa. Tese que foi descartada pelo juiz.
Incrédulos com a decisão da Justiça, familiares publicaram uma mensagem nas redes sociais convidando a população a participar do protesto. “Contra a impunidade e clamando por justiça, a família de Adriano William de Oliveira convoca a todos para uma manifestação em razão da recente notícia de soltura do assassino”, diz o texto.
Além do convite, um vídeo com momentos felizes de Adriano ao lado dos filhos, amigos e familiares está circulando em grupos de WhatsApp. As imagens são acompanhadas de uma pergunta ao público. “Você acha que o assassino que perseguia Adriano, que planejou uma emboscada, que cometeu o crime, que escondeu a arma, que confessou a conduta, que simulou um suicídio na prisão, merece ser solto?”.
A manifestação está marcada para acontecer às 15 horas desta sexta-feira, 21, em frente ao Fórum de Franca, localizado na avenida Preside Vargas, 2.650, no Jardim Petráglia.
'Ninguém supera uma morte trágica'
O advogado da família, Clóvis Volpe, foi entrevistado no programa A Hora é Essa!, da rádio Difusora, na última terça-feira, 18. O representante disparou sobre esse cenário caótico, após a última decisão Justiça, autorizando a soltura do dentista Samir Moussa.
"É um sentimento que é um misto de indignação e abalo. Ninguém supera uma morte trágica, principalmente nos moldes como ela foi executada. É senso comum que a perda de um pai causa desestabilidade emocional, econômica (...) mas, nessa situação, há um agravante".
Clóvis se surpreendeu com a decisão pela falta de justificativa para a liberdade de Samir. "Há cerca de três semanas, o Dr. Arimatéa proferiu uma decisão onde decretou a prisão preventiva do Samir, com argumentos sólidos e robustos. Na tarde de ontem (segunda-feira, 17), em três linhas, ele simplesmente disse que não existem mais razões (para manter a prisão)".
Os envolvidos aguardam o julgamento de Samir em um júri popular, com composição ainda não definida.
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