28 de março de 2026
OPERAÇÃO GUELTA

Dono de farmácias investigado por sonegação é preso em flagrante por tráfico de drogas

Por Hevertom Talles | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Hevertom Talles/GCN
Empresário é preso em flagrante na avenida Presidente Vargas; equipe da Vigilância Sanitária recolhe medicamentos

Foi preso no final da manhã desta quarta-feira, 19, o empresário de Franca responsável por uma rede de drogarias, que vinha sendo investigado por fraude em farmácias na cidade. O empresário foi levado para a cadeia pública do Jardim Guanabara, em Franca.

A operação Guelta aconteceu nas primeiras horas desta quarta-feira pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e contou com apoio da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado, além da Polícia Militar e Vigilância Sanitária.

Segundo o Promotor do Ministério Público Rafael Piola, que comanda as investigações, diversas irregularidades foram encontradas nas lojas da rede de drogarias averiguadas, além de diversos medicamentos apreendidos pela Vigilância Sanitária.

Os estabelecimentos estariam comprando e vendendo remédios sem nota fiscal, levando à sonegação de mais de R$ 17 milhões. Foram encontrados remédios controlados de tarja preta e outros adquiridos sem nota fiscal, com origem desconhecida, o que dificulta o controle sobre a posterior revenda dos produtos. O crime é considerado grave.

O empresário foi preso em flagrante por tráfico de drogas por manter medicamentos armazenados sem procedência de origem. Essas drogas são controladas rigorosamente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e são consideradas entorpecentes. Ele também está sendo investigado por crimes financeiros como sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e receptação.

O promotor Rafael Piola sinaliza que as condutas do empresário são muito graves: “Nós não identificamos uma procedência de tudo o que foi localizado. Existem diversos medicamentos ali que são controlados, medicamentos sensíveis, que as pessoas só podem utilizar mediante receituário medico, e sequer ele tinha nota fiscal disso", disse Piola. "A gente não sabe a procedência, se são falsificados ou originais, e pode trazer uma série de riscos para as pessoas”, concluiu.

Os medicamentos foram recolhidos de todas as unidades da rede, pois ele não conseguiu apresentar a origem. As investigações continuam e vão tentar identificar de onde o empresário adquiriu os medicamentos, e se são fruto de carga roubada ou aquisição vindo do Paraguai.

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