A Delegacia da Defesa da Mulher (DDM) de Franca começou a ouvir as testemunhas do caso do bebê de 4 meses que precisou ser internado com fraturas na semana passada com fraturas e ferimentos pelo corpo. Nesta quinta-feira, 13, os pais do menino foram ouvidos e negaram qualquer tipo de agressão ao filho para os policiais.
De acordo com a delegada Juliana Paiva, responsável pela especializada, um inquérito policial foi instaurado e já apresentado ao Ministério Público e ao Judiciário.
“Todas as providências policiais urgentes foram realizadas, a saber, oitiva dos investigados, os quais negaram a prática de violência infantil e se comprometeram a contribuir com a Justiça”, contou a delegada.
Paiva ainda afirmou que solicitou um laudo pericial do Instituto Médico Legal (IML) e os relatórios da ortopedia e da pediatria, onde a criança passou por atendimento.
“Serão juntados os laudos e os relatórios requisitados, com o intuito de constatar a correta natureza jurídica dos crimes praticados pelos investigados, bem como será realizado o formal indiciamento pela autoridade policial”, continuou Juliana.
A reportagem tentou contato com o advogado dos pais da criança, que inicialmente preferiu não se pronunciar.
Segundo apurou a reportagem, as denúncias de que o bebê teria sido agredido durante um ritual religioso partiu de uma das tias, que estava sendo impossibilitada de ver a criança.
Ferimentos graves
No boletim de ocorrência registrado pelos médicos que atenderam o bebê no Hospital São Joaquim, a criança deu entrada junto com a mãe, que afirmou que ela estava com um roxo na perna, semelhante a uma picada de mosquito.
Os médicos desconfiaram das lesões apresentadas, e em exames constataram a fratura no fêmur e ferimentos no rosto, semelhantes aos de uma agressão. A Polícia Militar foi acionada, e juntamente com o Conselho Tutelar, registrou a ocorrência.
A criança permanece internada no hospital São Joaquim, e quando tiver alta terá a guarda inicialmente com uma das tias.