A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Franca apresentou sugestão à Prefeitura para utilizar “a contratação de presos e reeducandos custodiados”, que estão no presídio e Fundação Casa da cidade, para a coleta de lixo. A proposta surgiu após a Justiça suspender o processo licitatório para contratação de empresa responsável pelo recolhimento do lixo e limpeza da cidade.
Para não deixar Franca sem o serviço, a Prefeitura e a Seleta fecharam um contrato emergencial de seis meses, no valor de R$ 20 milhões, aproximadamente.
A OAB sugeriu, então, a utilização de mão de obra presidiária para substituir as empresas que são contratadas para a coleta de lixo. O serviço seria supervisionado pela Diretoria da Penitenciária de Franca.
O objetivo dessa proposta, segundo o advogado Augusto Rodarte, diretor da OAB-Franca, é reduzir “gastos milionários" com empresas e economizar ao utilizar a mão de obra presidiária. “Estamos aguardando a resposta”, disse o advogado, em relação à proposta enviada à Prefeitura.
Falhas na coleta de lixo
Quando foi contratada de forma emergencial, no último dia 30, a Seleta já havia colocado seus funcionáros em aviso prévio. Por conta disso, o serviço deixou de ser realizado em alguns bairros da cidade até que as equipes fossem refeitas.
Mas nessa segunda-feira, 10, ainda havia reclamações. Na Vila Santa Cruz, por exemplo, sacos de lixo estavam amontoados pelas ruas do bairro.
Dessa vez, a empresa culpou a chuva e disse que a coleta estaria 100% normalizada nesta terça-feira, 11.