Nesta quinta-feira, 6, aconteceu o julgamento dos acusados de matarem e ocultarem o corpo do empresário Joel Donizete Macedo, 38, morto com um tiro na cabeça em julho de 2020, por conta de um dívida de R$ 90 mil. O júri popular aconteceu no Fórum da Comarca de Franca.
Rodrigo Melo foi condenado a 15 anos de prisão pelo homicídio de Joel. Em seu depoimento, ele confessou a execução.
Já Rodrigo Chagas, que era acusado de ser o mandante do crime, foi absolvido do homicídio, mas condenado por ocultação de cadáver. Para o Ministério Público, não havia provas suficientes de que Chagas mandou matar Joel por conta da dívida.
“A prova produzida judicialmente não deixou patente que havia essa dívida entre Chagas e Joel. Apesar de haver elementos fortes (do mando do crime), eu entendi - ainda que com uma dúvida pequena - que seria arriscado um pedido de pena por parte da acusação”, disse o promotor de Justiça Odilon Comodaro.
De acordo com a Polícia Civil, Joel Donizete foi morto no dia 31 de julho, quando saiu para comprar uma caminhonete com Rodrigo Chagas. A compra do veículo, segundo os familiares do empresário, seria um abatimento de uma dívida de R$ 90 mil por parte de Chagas.
Para a Polícia Civil, Joel foi atraído para a compra da caminhonete a uma fazenda em Jeriquara, onde foi executado. No dia seguinte ao crime, os dois homens jogaram o corpo de Joel em uma ribanceira próximo a Peixoto, em Minas Gerais.
Os familiares de Joel participaram da audiência e estudarão se vão recorrer ou não da sentença dos homens.