Nos estúdios da rádio Difusora, nesta segunda-feira, 3, o prefeito Alexandre Ferreira (MDB) e o deputado estadual recém-eleito, Guilherme Cortez (PSOL), analisaram os resultados das eleições de domingo, 2. Apesar de ideias divergentes, os dois assumiram o compromisso de trabalhar juntos por Franca.
Alexandre, que declarou apoio aberto à reeleição de Rodrigo Garcia (PSDB), atual governador de São Paulo, e à candidata a presidência da República Simone Tebet (MDB), no primeiro turno, terá que mudar o seu voto no segundo turno. Agora, o apoio será a Jair Bolsonaro (PL) e a Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidatos a presidente da República e a governador, respectivamente.
“O resultado final vai ser, de qualquer jeito, com metade da população infeliz. Quem ganhar terá que ter atitudes pró-ativas para os outros 50% das pessoas, mas eu vou de Bolsonaro, não vou de Lula, não. Acho que nós precisamos ainda fazer com que esse governo Bolsonaro comece a criar projetos que tenham bons resultados. O que o PT e essa turma fez, não pode voltar”, falou o prefeito. O segundo turno será realizado no dia 30 de outubro.
Apesar de revelar o voto, Alexandre ressaltou que nenhum extremo é bom para a população, e que, assim como a volta do Partido dos Trabalhadores pode preocupar, a do bolsonarismo também.
Já Guilherme Cortez nunca mudou de torcida, desde o início das eleições. O deputado eleito afirmou que o resultado deste domingo foi preocupante e que tinha expectativas de “liquidar a disputa presidencial no primeiro turno”. O ativista apoia o candidato Lula (PT) e Fernando Haddad (PT) à presidência da República e governo do Estado.
“Acho que o prefeito faz uma falsa simetria, porque não estamos diante de dois extremos, estamos diante de um extremo, que ameaça não respeitar o resultado das eleições. Tenho severas críticas ao governo do PT, mas prefiro muito mais posicionar essas críticas durante o governo deles, em uma democracia, do que um governo autoritário”, falou Cortez.