Após o resultado das urnas deste domingo, 2, candidatos por Franca alegaram que foram prejudicados pela votação que nomes "de fora" receberam na cidade. Afinal, o problema é a divisão de votos?
Carla Zambelli, Eduardo Bolsonaro e Ricardo Salles, todos do Partido Liberal, mesma sigla do presidente Jair Bolsonaro, ficaram entre os dez mais votados para deputado federal na cidade. Juntos receberam 19.596 votos.
A votação recebida pelos três bolsonaristas não seria capaz de eleger ninguém em Franca. Candidato com melhor votação para deputado federal, o Delegado Davi (PL) precisaria de pelo menos 53.375 votos para conseguir uma cadeira na Câmara de Deputados, em Brasília.
Seis candidatos precisavam de mais de 100 mil votos para serem eleitos. Neste cenário, Mauricinho Chinaglia (Solidariedade), por exemplo, ficou em último lugar. Com 540 votos recebidos, ficou 109.890 votos atrás do único candidato eleito pela sigla, Marcelo Lima, que recebeu 110.430. Sidney Elias e Danilo Rezende, ambos do Novo, precisavam de 108.838 e 107.948 votos, respectivamente. Confira a tabela completa:
Deputado estadual
Por outro lado, existem aqueles que passaram longe de uma cadeira na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo). O trio do partido Novo, composto por Leone Faria, Prof. Fernando Martins e Luis Frei, precisava de mais de 88 mil para cada um ser eleito. Confira:
A cidade repetiu o feito das eleições gerais de 2018 e elegeu dois nomes para deputado estadual. Com 68.955 votos, Delegada Graciela (PL) conseguiu a reeleição. Já Guilherme Cortez (PSOL) foi eleito pela primeira vez para um cargo eletivo ao receber 45.094 votos.