10 de julho de 2026
VIGILÂNCIA

Exigência de cobertura dos depósitos de sucatas é tema de polêmica na Câmara

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Arquivo/GCN
Estabelecimentos de sucata precisam passar por adequações, mas empresários discordam

As adequações nos depósitos de sucatas voltaram a ser debatidas em audiência pública na Câmara Municipal de Franca, nesta quinta-feira, 29. A reunião realizada no plenário da Câmara contou com a presença dos vereadores Luiz Amaral (Republicanos), que presidiu a audiência, Marcelo Tidy (União), promotor público Paulo César Correa Borges, chefe da Vigilância Sanitária, Caio César Carvalho, e representantes dos depósitos de sucatas.

Uma lei aprovada em fevereiro deste ano determina que esses estabelecimentos e depósitos têm um prazo de um ano para fazer a cobertura de suas áreas, mas os proprietários dos estabelecimentos e alguns vereadores acreditam que a medida é inviável por conta da logística dos equipamentos utilizados no serviço, como o ‘caminhão-garra’.

Neivan Donizete Mendes, representante dos empresários e donos de depósitos de sucatas, pediu que as áreas de uso de carga e descarga dos depósitos de sucata não tenham a obrigação de cobertura. “Nessa época é muito provável a probabilidade de chuvas em qualquer lugar que seja aberto. Por que auto-peças, desmanches de carros, o pátio no Distrito Industrial que tem vários carros, não estão sendo colocados também essa cobertura como está sendo exigida para os depósitos de sucatas?”.

Caio Carvalho entende que a área de sucatas precisa ser coberta. “A Vigilância entende a dificuldade e que a cobertura total traz alguns prejuízos aos depósitos de sucatas nas áreas de cargas e descarga, mas na área de exposição e manipulação desses materiais, a Vigilância entende que seja importante a cobertura”. O objeto do cumprimento da lei é evitar a propagação de doenças.