11 de julho de 2026
REVOLTA

Família recebe corpo errado para velório: ‘Perguntaram se não era mesmo meu pai'

Por Kaique Castro | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 2 min
Kaique Castro/Sampi
Vera Lúcia Araújo é amparada pela prima durante o velório de seu pai: corpo trocado e muita confusão

Uma família do Jardim Icaraí, em Campinas, passou por momentos de desespero durante a tarde desta terça-feira, 27. No instante em que todos iriam se despedir do seu patriarca, Guilherme Manoel Teixeira, de 95 anos, no Cemitério Parque das Flores, uma triste surpresa. Ao abrir o caixão para o velório, descobriram que o corpo não era o de Guilherme. “Era um homem totalmente diferente. Meu pai era negro e o homem, branco, muito branco, e tinha no máximo uns 70 anos”, contou a filha dele, a enfermeira Vera Lúcia Araújo. Ela procurou a Polícia Civil e registrou um boletim de ocorrência.

Segundo Vera, seu pai morreu de causas naturais em casa na noite desta segunda-feira, 26. Na manhã de terça, um irmão mais novo de Vera foi organizar os últimas detalhes do sepultamento e velório na Setec (Serviços Técnicos Gerais). Foi quando as coisas começaram a se complicar. “Meu irmão queria reconhecer o corpo na Setec, mas não deixaram ele ver nosso pai. Eu nunca tinha visto isso. Daí deixamos as roupas com as quais meu pai seria velado e viemos para o velório”, contou a enfermeira.

Depois que saíram da Setec, Vera e os familiares foram até o Cemitério, onde ocorreria o velório que, segundo ela, estava marcado para começar às 14h. Houve um pequeno atraso.

“Eles chegaram por volta das 14h15, mas quando abriram o caixão descobrimos que não era meu pai. Era um homem totalmente diferente. Meu pai era negro e o homem branco, muito branco, e tinha no máximo uns 70 anos.” O drama não parou por aí. “Além disso, o corpo estava com as vestes do meu pai”, continuou a filha indignada. Era a roupa com que o pai tinha entrado com a filha em seu casamento.

Revoltada, Vera procurou um funcionário para informar que o corpo não era de seu pai e que as roupas usadas no corpo eram as que ela escolheu para seu velório. "Me perguntaram se não era mesmo meu pai, se eu tinha certeza que era a roupa que tinha deixado na Setec. Como eu ia esquecer isso? É o terno que meu pai entrou comigo no meu casamento e na minha formatura. Era o terno que ele mais gostava. Eu quis tirar uma foto para provar, mas eles não deixaram”.

Leia a reportagem completa na Sampi Campinas.