11 de julho de 2026
TALENTO

Cantor francano Allisson Rodrigues brilha nos palcos brasileiros com música sertaneja

Por Kaique Castro | da Redação
| Tempo de leitura: 6 min
Divulgação/Allisson Rodrigues
Allisson Rodrigues, sucesso na música brasileira

Com músicas autorais e românticas, Allison Rodrigues, de 30 anos, vem trilhando o caminho para o sucesso. Nascido em Cristais Paulista, mas criado em Franca praticamente a vida toda, o francano de coração possui mais de 1,2 milhão de seguidores em suas redes sociais e coleciona sucessos em novela do SBT e parcerias com ícones da música sertaneja, como Bruno (Bruno & Marrone), Roberta Miranda e César Menotti & Fabiano.

Criado no Jardim Vera Cruz, o cantor teve uma infância tranquila com a mãe e o padrasto, a quem considera como pai, já que Allisson, que na verdade é Paulo Ricardo Batista Amaral Silva, não conheceu seu pai biológico, que morreu quando ele tinha apenas 1 ano de idade.

Seu primeiro contato com a música aconteceu quando ele cursava a 4ª série, durante um festival da Escola “Florestan Fernandes”, onde estudava. Allisson diz que se lembra como se fosse hoje o momento em que cantou a música “Cumade e cumpade”, sucesso da dupla Leandro & Leonardo. Ela ainda se recorda que, diferente dos amigos de escola, que estavam apaixonados pela dupla Sandy & Júnior - sucesso na época -, ele amava mesmo era o sertanejo.

“Todo mundo queria cantar Sandy & Júnior, e eu já falei que queria cantar sertanejo. Sempre fui meio contra o que a galera pensava (risos). Depois disso, tive um interesse grande pela música. Meus tios, por parte de mãe, tinham uma dupla e se separaram. Tudo que eles tinham de equipamentos ficou comigo e a partir daí comecei a cantar mais”, conta Allisson.

Quando tinha 13 anos, Allisson conheceu Allissany, com quem fez uma dupla e cantou em vários shows em Franca e região. A dupla durou três anos, até que Allissany decidiu parar de cantar para se casar.

“A gente chegou a cantar em várias cidades da região de Franca, mas ela decidiu tomar outros caminhos. Como o pessoal do meio artístico já me identificava como Allisson, foi aí que decidi fazer carreira solo como Allisson Rodrigues”.

Depois que começou a carreira solo, o jovem cantor conseguiu independência financeira e decidiu morar sozinho. Apesar de conseguir fazer algumas apresentações, ele começou a ter dificuldade de ter seus shows contratados em Franca.

“Toda festa e projeto que tinha na cidade, os contratantes sempre chamavam o mesmo pessoal que já era reconhecido. Muitas duplas e cantores solos enfrentavam dificuldades para cantar aqui em Franca. Um dia, já cansado, fui na Catedral e comecei a rezar. Ali eu decidi mudar de Franca para São Paulo.”

Na época com 21 anos, Allisson cursava Direito, mas resolveu trancar o curso e lutar pelo seu sonho de viver da música. Apesar da “loucura” de sair de uma cidade do interior e ir para uma das maiores cidades do mundo, ele foi consciente em buscar um emprego antes de chegar em São Paulo.

“Eu era tosador de cachorro. Então, antes de ir comecei a ligar em vários pets shops para tentar um emprego. Eu não queria chegar lá com uma mão na frente e outra atrás. Não é que consegui um emprego na segunda ligação? Cheguei em São Paulo e durante um ano eu não sai, só trabalhei. Eu assustei com o tamanho da cidade e tinha muito medo.”

Depois que se adaptou a “terra da garoa”, o cantor decidiu se arriscar e tentar cantar em alguns barzinhos da cidade. Sem medo de tentar, ele foi até o “Bar do Nelson” (bar que homenageia o cantor Nelson Gonçalves) e conseguiu uma chance de se apresentar.

“A primeira música o pessoal aplaudiu, a segunda o pessoal vibrou e na terceira o pessoal pediu mais uma, aí acabei ficando na casa de shows. Nesse dia estava o Ratinho, Lucimara Parisi, um pessoal da TV. Fiquei seis meses cantando na casa”, disse o cantor.

Allisson lembra que o cachê da época era cerca de R$150, R$200, mas como estava buscando um empresário e uma oportunidade e trabalhava no pet shop, ele dava o dinheiro que recebia para o produtor da casa.

“Foi meio que um investimento. Toda vez que cantava ele (produtor) me dava um microfone bom, colocava um holofote, deixava o som bacana. Então, como o pessoal ia para ver meu show eu pensava nisso como investimento. Tanto é que conheci meu primeiro empresário lá”, contou.

O cantor então conseguiu seu primeiro contrato profissional.  Logo de cara já gravou em um dos melhores estúdios do país, por onde passaram cantores como Jorge e Mateus. Focado 100% na música e com o sonho quase sendo realizado Allisson teve uma triste surpresa com o empresário.

“Ele me disse que o dinheiro que era para ser investido em minha carreira estava sendo investido na verdade em uma dupla de Goiânia. O empresário chegou em mim disse que ia se encerrar e falou ‘busque seus direitos’. Mas o contrato tinha uma cláusula de quebra de contrato que nem eu sabia e o empresário esqueceu. Entrei com o processo e acabei ganhando a ação”, contou.

Nessa época, deslumbrado com a música, o cantor viu as portas se fecharem e viveu um pesadelo até ganhar a ação. Com o dinheiro do processo ele decidiu ser seu empresário e passou a investir todo o dinheiro em sua carreira.

Foi nesse momento que ele encontrou o produtor Arnaldo Saccomani, um dos maiores produtores musicais do Brasil, o mesmo que em 2011 tinha o eliminado das fases iniciais do programa “Ídolos”.

“Na fase do teatro para a TV ele (Arnaldo) me eliminou. E olha como o mundo da volta, ele me procurou para gravar uma música para colocar na novela ‘Carinha de Anjo’ do SBT. Ele, com o jeito dele, falou que na época do programa era ruim demais (risos), mas que me deu uma nova oportunidade e gravei a música Regaton.”

A música da novela possui mais de 1,7 milhão de visualizações. Depois do sucesso em 2019 ele decidiu gravar seu DVD. Allisson tinha o sonho de cantar com Bruno, que faz dupla com Marrone.

Seu primeiro DVD foi gravado com seu ídolo e também artistas renomeados, como Marcos e Beluti, Roberta Miranda e Antônia Fontenelle. O investimento do DVD foi gigantesco, mas Allisson e o mundo não esperavam a pandemia da covid-19.

“A música com o Marcos e Belutti estava indo muito bem, com mais de 500 mil visualizações. Mas aí veio a pandemia. Foi um dinheiro investido, eu desembolsei quase R$ 1 milhão na hora errada, mas a gente não esperava a pausa nos shows. A gente estava aquecendo os motores e agora estamos começando tudo de novo”, continuou.

Agora, com o retorno dos shows, Allisson já voltou a cantar nos palcos brasileiros, mas sua ansiedade está mesmo em sua apresentação em Franca, que acontece no próximo dia 30 de setembro, no espaço Cedro.