Já comprou ou tirou sua camiseta do Brasil do armário? Vai pintar a bandeira nacional na rua este ano? E as figurinhas? Conseguiu tirar o Cristiano Ronaldo, Messi ou o "Menino Ney"? Se respondeu sim para uma das perguntas, você e outros milhares de francanos já estão no clima de Copa do Mundo.
O Catar sedia o campeonato mundial entre os 21 de novembro e 18 de dezembro. Em Franca, os comerciantes esperam aumentar suas vendas com produtos temáticos.
"A gente está com muitos produtos da Copa, vuvuzela, as camisetas que estão saindo bem, chapéus, bolas, baldinhos e bandeiras", disse a sub-gerente do Shopping das Utilidades, Gislene Candido Alves.
"No mês da Copa mesmo, acho que vai ter bastante saída, por isso, estamos esperando mais produtos, porque acho que esses que estão aí precisaremos fazer reposição, porque está vendendo bastante", completou.
Gislene não foi a única que sentiu aumento nas vendas. No loja de Simone Augusta Macedo, a procura foi impulsionada pelo bicentenário da República.
"Acredito que já foi uns 50%. Na Copa, devo inteirar o resto, mas já foi bem procurado pelo feriado de 7 setembro, o protesto e as escolinhas incentivando as crianças".
Simone vende camisetas, conjuntinhos e vestidos para bebês recém-nascidos até 14 anos. Há 32 anos tem sua barraca montada na praça Dom Pedro ll, a praça do Itaú. "Quero que dê tudo certo e confio que vai ser maravilhoso igual nas outras Copas".
Três barracas para frente, Juan Escobar não observou aumento nas vendas. "Estou tendo algumas coisas. A gente é copeiro, mas, por enquanto, ainda não começaram as vendas".
Juan vende bandeiras e camisetas da Alemanha, Brasil, Espanha, Japão e outras seleções. Os valores oscilam de R$ 30 a R$ 40. Para o ambulante, apenas em novembro para as vendas aumentarem. "Aqui uma semana antes de começar o campeonato que vai começar a vender. Não é agora".
Já para Matheus Roberto Nogueira, proprietário de uma tabacaria no rua do Comércio, no Centro, a procura está sendo alta por figurinhas e o álbum da Copa. "Chama principalmente a molecada mais nova, gosta do álbum, gosta das figurinhas".
Matheus pega caixas pequenas de 104 pacotinhos com o fornecedor para não precisar pegar caixas grandes com a Panini. O comerciante precisa, em média, de três a quatro caixinhas por semana para atender o público. "Está tendo mais procura do que o que a gente consegue ter no estoque".
Na tabacaria o público também encontra camisetas e bonés da seleção, mas a procura está baixa. "Acho que por ter fácil acesso nas barraquinhas e um preço melhor, o pessoal está optando mais pelas barraquinhas".
"Vai começar entrar mais ainda no clima da Copa. Acredito que mais para o final de outubro vai movimentar mais", finaliza.