Caiu a quantidade de pacientes atendidos nos prontos-socorros de Franca que necessitam de internação em hospitais públicos. De acordo com a Central de Regulação, antes de a Prefeitura assumir o processo, 8% dos pacientes atendidos nos PSs eram classificados como casos de transferência. O índice caiu para 2,8%.
Os dados foram apresentados, no final dessa semana, em reunião com três médicos ligados à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo e à CROSS (Central da Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde), responsável pela regulação de vagas para transferência de pacientes a ambiente hospitalar, no gabinete do prefeito Alexandre Ferreira (MDB).
O encontro discutiu a nova metodologia para o sistema de regulação de vagas, envolvendo agora o município e a CROSS. Antes, a Santa Casa também participava do processo. O objetivo é acabar com a demora para o atendimento de pacientes que sofrem com a burocracia na regulação de leitos e, até mesmo, a falta de vagas.
Estavam presentes no encontro os profissionais Osmar Mikio Moriwak, Rosana Tamelini e Domingos Guilherme Napoli, além de Waléria Mascarenhas, secretária de Saúde, e Lucas Mingoni, diretor do DRS-VIII (Departamento Regional de Saúde). Juntos avaliaram indicadores dos 10 primeiros dias de implantação do novo método.
Um levantamento feito com os dados de 26 de agosto a 4 de setembro mostrou que 2.345 pacientes foram atendidos nos Prontos-socorros adulto e infantil, UPAS (Unidades de Pronto Atendimento) dos Jardins Aeroporto e Anita. Desses pacientes, 65 foram remanejados pelo sistema de regulação para hospitais, número que representa 2,79% das transferências de internação de Franca.
"Apresentamos para o prefeito o que foi observado neste período, após a implementação do novo sistema de regulação. É um processo temporário, e com esse diagnóstico, pretendemos fazer agora os redirecionamentos para que a situação volte a funcionar com normalidade, buscando novas parcerias com outros hospitais", disse o médico Osmar Mikio Moriwak.
"Isso leva a um melhor atendimento não só para os pacientes, mas um aprimoramento do ponto de vista médico, para a cidade e para a região. Antes da mudança, 8% das pessoas que passavam pelos prontos-socorros iam para a Santa Casa. Hoje são cerca de 2%. O trabalho nas unidades de urgência facilita o atendimento da regulação e, principalmente, o atendimento dos que mais necessitam e os casos mais graves", disse Guilherme Napoli.
Para o prefeito, Franca tem um dos melhores atendimentos pré-hospitalares do Estado. "O levantamento apontou que a Prefeitura busca internação para 2,8% dos pacientes, que são atendidos nas unidades, enquanto 97% dos pacientes são assistidos e medicados, têm seus problemas resolvidos e retornam para suas casas com segurança. Nós estamos buscando soluções para melhorar cada vez mais a nossa saúde. Autorizamos a construção de três UBS, sendo que a primeira já está em obras, no City Petrópolis, e o NGA novo", finalizou Alexandre.