11 de julho de 2026
INDEPENDÊNCIA

Liberdade e futuro estão em jogo, diz Bolsonaro antes seguir ao desfile do 7 de Setembro

Por Renato Machado | da Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min
Youtube/EBC/Reprodução
Presidente Jair Bolsonaro

Bolsonaro deu entrevista para a TV Brasil, pouco antes de sair para o desfile. Bolsonaro deu entrevista para a TV Brasil, pouco antes de sair para o desfile.

"Então o povo brasileiro que hoje está indo as ruas pra festejar 200 anos de independência e uma eternidade de liberdade. O que está em jogo é a nossa liberdade e o nosso futuro. A população sabe que ela é aquela que dá o norte para nossas decisões. Todos do Brasil, compareçam às ruas. Dá tempo ainda, de verde e amarelo, a cor da nossa bandeira, para festejar e comemorar a terra onde vivemos, uma terra prometida, que na verdade é um grande paraíso", afirmou o presidente.

Disse que sua chegada ao poder fez ressurgir o patriotismo e o orgulho de vestir roupas com as cores da bandeira.

"Começou a se falar em Deus abertamente, coisa que era proibido aqui na praça dos Três Poderes. Essa participação, cada vez maior da nossa população nesses momentos o que nos dá força, nos oxigena para ganhar muito mais coragem e defender o futuro da nossa pátria", afirmou o presidente.

No final, o presidente pediu para que os brasileiros lutem por sua pátria e por sua liberdade.

Na manhã desta quarta-feira, 7), Bolsonaro recebeu ministros e alguns parlamentares para um café da manhã no Palácio do Alvorada, antes de seguirem para o desfile do Dia da Independência. Também foram ao Alvorada o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho mais velho do presidente, e o general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro.

Chegaram para o café da manhã no Alvorada, até por volta de 7h40, pelo menos 13 ministros do governo. Entre eles, estavam Paulo Guedes (Economia), Paulo Sérgio Nogueira (Defesa), Carlos França (Relações Exteriores), Célio Faria (Secretaria de Governo), Marcelo Queiroga (Saúde) e Victor Godoy (Educação).

Uma das ausências até então era do ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira.

Também participaram comandantes militares, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto; da Caixa Econômica, Daniella Marques.

Via liberada

A determinação de Bolsonaro de liberar caminhões na Esplanada dos Ministérios nesta terça, 6, surpreendeu a segurança do STF (Supremo Tribunal Federal), que costurou um acordo com o Congresso e com o Governo do Distrito Federal para que os veículos se mantenham a uma distância considerada segura da Praça dos Três Poderes.

Neste ano, Fux vinha dizendo que tudo ficaria tranquilo durante a semana da Independência, após a sua equipe montar uma estratégia para defender o órgão de forma mais robusta que o ano passado. O efetivo previsto, por exemplo, seria 70% maior do que em 2021.

A distância dos caminhões é importante para o tribunal para que a ordem seja mantida para os dias seguintes ao feriado.

Haverá sessão do plenário na quinta-feira, 8, quando os ministros costumam estar presentes presencialmente para os julgamentos, além de autoridades como o procurador-geral da República.

No ano passado, na noite anterior ao 7 de Setembro, caminhões e ônibus derrubaram duas barreiras montadas pela PM e invadiram a Esplanada.

Já no dia seguinte à comemoração da Independência, mais de cem caminhões ocuparam a Esplanada dos Ministérios, sendo usados para pressionar pela derrubada dos bloqueios que davam acesso ao STF e ao Congresso.

Este ano, apesar da determinação de Bolsonaro, o governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) vetou a entrada dos caminhões na Esplanada.