Aprender a guiar um caminhão foi um desafio do trabalho em A Favorita (TV Globo) que Cláudia Ohana se orgulha bastante de ter realizado. Na pele de sua personagem, Cida, por muitas vezes ela gravou dirigindo e adorava esses momentos.
"Me sentia superpoderosa no alto daquele caminhão! Eu gosto muito de dirigir e o ofício do ator tem essa vantagem, aprendemos várias coisas. Eu jamais aprenderia a dirigir um caminhão na vida, normalmente não teria a menor utilidade para mim; mas agora eu tiro uma onda (risos)", brinca a estrela, hoje com 59 anos.
O trabalho de composição da personagem também exigiu entender o universo das caminhoneiras, obrigando Cláudia a mergulhar numa pesquisa.
"Como era um universo desconhecido para mim, fiz um laboratório, conversei com várias profissionais do meio, para saber um pouco sobre esse mundo. As pessoas têm a impressão de que, só por ser uma profissão majoritariamente masculina, você precisa ser masculina também para fazer esse papel. E eu soube, através dessas caminhoneiras, que elas são muito femininas, usam esmalte, se enfeitam, se cuidam, como toda mulher", recorda a atriz.
"Quis fazer um personagem também feminino e de características muito fortes - é um personagem decidido, livre, feminista. A Cida foi embora da cidade em busca do seu sonho e volta para a sua família, mantendo a sua personalidade; as pessoas tinham que aceitá-la como era", analisa.