Com o objetivo de acelerar o processo de internação de pacientes de Franca que ficam até dias internados prvisoriamente nas unidades de emergência, algumas mudanças foram anunciadas. Desde a última sexta-feira, 26, a Prefeitura tem participação na regulação de vagas dos pacientes, sem que a notificação tenha que passar antes pela Santa Casa.
Até então, o Pronto-socorro “Álvaro Azzuz” ou as UPAs que atendiam pacientes à espera de um leito inseriam o pedido em um sistema interno, que chegava à Santa Casa, para que assim fosse informado ao sistema da Secretaria Estadual de Saúde. Com essa mudança, as unidades de emergência comunicam diretamente a Cross (Central de Regulação de Vagas), que decide para qual hospital os pacientes serão enviados.
Dessa forma, um dos passos para que o paciente encontre uma vaga de internação disponível foi anulado e a Santa Casa não tem mais participação neste processo, ficando somente a Prefeitura e o Estado.
Após a mudança, o Grupo Santa Casa decidiu emitir diariamente um boletim informativo com o total de leitos SUS e a taxa de ocupação.
“Devido ao recorrente fato de uma alta taxa de ocupação e constantes esperas por vagas de internação no sistema SUS, a instituição toma esta medida no intuito de promover a transparência dessas informações, para que sejam evitados envios de pacientes sem que haja a vaga disponibilizada para internação, garantindo que essas pessoas não corram risco maior por serem deslocadas da unidade onde estiverem recebendo atendimento, e depois chegarem à Santa Casa e não terem como ser atendidas”, anunciou a instituição.
Além desta mudança, a instituição não é mais o único hospital de referência para os pacientes de Franca, ou seja, hospitais da região também estão aptos a atender a demanda reprimida da cidade. Desde a última sexta-feira, dois pacientes foram enviados para estes hospitais: um para a Santa Casa de Ituverava e outro para a Santa Casa de Patrocínio Paulista.
As novas medidas já surtiram algum efeito, principalmente no Pronto-socorro “Álvaro Azzuz”, que tem sete pacientes à espera de um leito. Há uma semana, esse número, junto com pacientes internados nas UPAs, chegou a 40.