Um funileiro de 48 anos morador de Franca foi preso nesta terça-feira, 23, por pensão alimentícia atrasada em Igarapava. Além da dívida, o funileiro já estava dando dores de cabeça a um eletricista após sumir com o carro dele e vender as peças do veículo em troca de drogas.
Tudo começou quando o eletricista Hudson Ribeiro Bárbara, de 38 anos, se envolveu em um acidente de trânsito no cruzamento da avenida Brasil com a Rua Mato Grosso, na Vila Aparecida, no dia 7 de agosto.
Segundo Hudson, a causadora do acidente fugiu, e após ser identificada e localizada, fez um acordo com ele. O acordo selado seria que ela arrumaria uma pessoa para consertar o veículo e pagaria o serviço.
A pessoa “contratada” pela jovem era um amigo de trabalho que também fazia serviços de funilaria em sua casa. “Eu de boa fé entreguei a chave do carro na mão deles. O rapaz chegou a mandar fotos consertando a traseira do carro, mas no último sábado, 20, ele sumiu”, continuou Hudson.
Hudson conta que notou o atraso na entrega do carro, mas como o “funileiro” estava afastado do trabalho por motivos de saúde, ele esperou. As fotos com o carro quase pronto também fizeram com que ele aguardasse o término do serviço.
Depois de saber do sumiço do funileiro, Hudson procurou a Polícia Civil e registrou um boletim de ocorrência de apropriação indébita. A Polícia Civil começou a investigar o caso e conseguiu localizar o veículo do eletricista em um ponto de venda de drogas em Ituverava, cidade a 70 quilômetros de Franca.
Após saber que o carro foi localizado, o funileiro procurou a Polícia Civil de Igarapava, onde estava escondido na casa de sua mãe.
De acordo com a Polícia Civil, o chegar na delegacia, o funileiro informou aos investigadores que o carro era seu e que tinha os documentos para comprovar. Porém, no momento que os policiais foram consultar seu nome constataram que ele estava sendo procurado por não pagar a pensão alimentícia de seu filho.
O funileiro foi preso, e o carro foi devolvido ao eletricista. Segundo Hudson, o carro já estava sendo consertado, mas o funileiro vendeu peças do veículo.
“Ele tirou o forro do carro, estepe, quebrou a suspensão e andou mais de 1,2 mil quilômetros. Apesar disso, conseguimos recuperar o carro. O prejuízo é menor. Mas ele (funileiro) deu muito trabalho, agora é tentar ressarcir o prejuízo com a menina que bateu no meu carro”, contou Hudson.