Com um porta-malas cheio de doces e bolos, Nilson Batista faz filas de clientes no Distrito Industrial de Franca. O vendedor, com seu Corsa Classic prata, faz praça em frente as fábricas da área industrial da cidade, vendendo suas guloseimas. Tem feito tanto sucesso que ampliou o leque e agora vende também bolos sob encomenda.
Nilson trabalha no ramo há 10 anos e tem uma rotina apertada, trabalhando nas segundas, quartas e sextas-feiras o preparo para suprir uma clientela que faz filas de meio quarteirão é grande. O vendedor acordas às 6h da manhã e após sua rotina diária parte para o almoço às 9h30, para dar tempo de chegar no horário de almoço dos trabalhadores do Distrito.
Atualmente ele faz quatro frentes, suas mais populares são na porta das fábricas Harus e Ferracini, onde a demanda de sua atenção é total, conversando com clientes à direita e esquerda, atendimentos e marcando as contas. “Aqui não tem trégua, é uma correria danada para dar conta de todo mundo”, explica Nilson.
“Já tentei muitos pontos da cidade, como o bairro Guanabara e até mesmo outros locais aqui do Distrito. Mas esses é onde estoura mesmo”, disse o Batista, “já conheço basicamente o rosto de todo mundo das fábricas, tirando os funcionários novos, é claro”, enfatizou.
Érica Fernanda trabalha como operadora de máquinas na Ferracini e ao menos duas vezes na semana ela dá um “alô” no porta-malas do Nilson. “É muito bom ter uma vendinha por perto quando saio pro almoço, com ele (vendedor) aqui posso comprar uma coisa para comer e ficar tranquila para voltar ao trabalho”, falou animada Érica.
Isso também vale para Valéria Alves, como trabalha perto de onde o porta-malas fica aberto rotineiramente, sempre que pode, compra um bolinho de pote ou bala. “Ele sempre vem quando saio pro almoço, é muito gostoso tudo o que ele vende”, finalizou Valéria.
E não é fácil, agora com os bolos por encomenda, Nilson faz o preparo deles durantes os fins de semana e também cuida do reabastecimento do seu porta-malas, “eu uso o tempo que tenho, as vezes é pouco, mas preciso correr pra chegar nos lugares e atender todo o pessoal”, relatou Batista à reportagem enquanto entregava o último de seus bolos para uma cliente sorridente.