10 de julho de 2026
CAMPUS

Sindicato aponta irregularidade em redução de carga horária de professores na Unifran

Por Higor Goulart | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo/GCN
Universidade de Franca: sindicato diz que decisões prejudicam o nível do ensino; universidade diz que medidas não impactam qualidade

Uma decisão da Universidade de Franca pegou de surpresa o Sindicato dos Professores da Rede Privada de Franca. De acordo com o órgão, a universidade reduziu em até 50% a carga horária de seus professores, sem dar uma explicação que justificasse tal medida, apenas comunicando os professores sobre a decisão.

Em nota, a Unifran confirmou que houve a redução na carga horária, e alegou que “em movimento acadêmico natural e comum do segmento em todo final de semestre letivo, ajustou a carga de alguns docentes frente à demanda pontual baseada em formações de turmas e ofertas de disciplinas”.

A explicação, no entanto, não convence o sindicato. Professores têm alegado que não houve redução de turmas nem de alunos neste semestre. “Na justificativa, eles disseram que houve uma redução de turmas e alunas. Só que os professores dizem completamente o contrário, de que não houve essa redução. Então, a justificativa da Universidade não condiz com a realidade”, diz a presidente do sindicato, Juliana Bauer.

O sindicato ainda culpa a Unifran de não ter dado o prazo combinado aos professores para entrega de assinaturas, que dariam o reajuste como acordado entre docentes e universidade. “Os docentes deveriam ter tido um prazo de 5 dias para manifestação, mas foram pressionados a se manifestarem, concordando com as reduções, no mesmo dia que receberam a carta de notificação”, alegou o sindicato, através de comunicado.

O comunicado do sindicato finaliza dizendo que decisões polêmicas da Unifran são frequentes e prejudicam o nível do ensino superior aplicado na universidade. “Em outras ocasiões a Unifran já foi até mesmo acionada pelo Ministério Público devido a irregularidades trabalhistas. Essas diminuições implicam diretamente em supressão de qualidade do ensino e produção dos docentes”.

A universidade, por sua vez, diz que “sempre observou o acordo coletivo da categoria” ao tomar a decisão das reduções na carga horária, além de reforçar que a qualidade do ensino segue a mesma. “Essa movimentação não impacta na qualidade e excelência do ensino ofertado aos seus alunos, como comprovado em todos os indicadores obtidos ao longo da sua trajetória acadêmica nacional e internacionalmente”.