Fios arrebentados de postes, caídos sobre as calçadas e até mesmo amarrados em placas de trânsito são um claro perigo para quem transita por certos locais de Franca que apresentam essa situação. Acidentes já aconteceram, e podem voltar a acontecer.
Além de toda a cidade, somente na região central foram encontrados pela reportagem dois cabos soltos dos postes. Na rua Couto Magalhães, um deles claramente representa perigo para pedestres e motociclistas que transitam pelo local pelo risco de causar algum acidente.
Em outros pontos da cidade, uma grande quantidade de cabos se encontra amarrada nos postes, próximos ao solo e até mesmo amontados ali no chão. Um exemplo disso é na esquina da rua Filomena Presoto com a avenida Major Nicácio. Até esta sexta-feira, 5, vários cabos estavam enrolados no chão sem nenhum tipo de sinalização ou proteção dos mesmos.
Também ao lado de uma das universidades de Franca, no Parque Universitário, cabos dos postes invadiam as calçadas. “Normalmente eles são esquecidos (os cabos) pela cidade e sabe lá quando é que vão arrumar isso”, relatou Bruno Henrique, universitário, 26 anos, morador do bairro. “É um perigo constante. A qualquer hora pode passar um motoqueiro e se embaraçar no fio e causar um acidente feio”, completou.
Na rua São Paulo, famosa na cidade e muito movimentada, um cabo arrebentado foi amarrado a uma placa de trânsito. O cabo foi identificado por um senhor, que passava pelo local, como um fio telefônico.
Esses casos podem acontecer por vários motivos, e um que cresce bastante é o furto de fios, que acaba arrebentando vários fios telefônicos dos postes. Samuel Américo, técnico de uma das redes telefônicas de Franca, explica melhor esses casos. “A maioria dos rompimentos é devido a furto de cabo metálico. Na maioria das vezes rompem a fibra achando que é cabo de cobre. Com caminhões ocorre também, porém com menos frequência, quando eles passam e acabam arrebentando por encostar nos cabos".
Em média, os custos de manutenção das redes devido aos furtos, acidentes, rompimento e vandalismo variam para cada operadora. “Não fica menos do que 100 mil reais por ano”, afirmou o técnico.
“Quando forem encontrados cabos de operadores derrubados em vias públicas, se for possível identificar a empresa responsável, deve ligar na central de atendimento da mesma. Quando não houver identificação, é correto acionar a PM ou Guarda Civil”, explicou Samuel.