Os moradores dos bairros próximos ao Centro Pop já sofrem com baderna, violência, furtos e importunação, segundo eles, desde a instalação do equipamento social há mais de um ano.
Com a limpeza no antigo prédio da Mogiana, na Estação, e o fechamento do prédio com tapumes, nessa segunda-feira, 8, os moradores próximo ao Centro Pop temem uma "invasão" de moradores de rua nos espaços próximos ao equipamento.
Desde o mês passado, pessoas em situação de rua vêm construindo barracas na calçada do Centro Pop. Nesta segunda-feira, foram contabilizadas pelo menos seis barracas.
“Nós não estávamos tendo paz, sossego, e agora piorou com a chegada de mais moradores de rua. Se esse povo vir todo para cá, não sei o que vai ser de nós”, disse uma moradora próxima ao Centro Pop, Solange Aparecida Borges.
Após a limpeza realizada no prédio da Mogiana, a Prefeitura convenceu alguns moradores de rua a participarem do projeto “Moradia Primeiro” – o poder público banca o aluguel do imóvel –, mas muitos não aceitaram e podem continuar nas ruas da cidade. A Prefeitura não informou o número de pessoas em condições de rua que viviam alojadas no imóvel.
“O bairro todo está preocupado. Aqui está cheio de moradores de rua de fora (de outras cidades). Eles botam fogo nas coisas, e a polícia precisa parar quando passa e fazer revista, ver o que está acontecendo. Desde sexta-feira eles montaram barracas na calçada do Centro Pop, e são pessoas diferentes das daqui”, acrescentou Solange, representante dos moradores do bairro.
“Não bastam os que já estão aqui, agora vão trazer mais. Hoje chegou um monte de colchões (no Centro Pop). Pagamos nossos impostos, somos pessoas honestas e perdemos nossa paz, não temos sossego”.
A moradora e os próprios frequentadores do Centro Pop disseram nessa segunda-feira que a Casa de Passagem, um dos cinco equipamentos sociais mantidos pela Prefeitura, foi fechada. A unidade fica na avenida Willian Azzuz, zona Norte da cidade. Os atendimentos teriam sido transferidos para o Centro Pop, o que estaria colaborando também para o grande movimento de pessoas no local.
A Prefeitura disse que não desativou o serviço oferecido pela Casa de Passagem, apenas a entidade gestora da unidade mudou a forma de atendimento. "Eram duas entidades antigamente que faziam a gestão. Desta vez, a Pastoral do Menor ganhou a gestão dos dois serviços (Casa de Passagem e do Abrigo Provisório), só que como é uma gestão única tem uma única entrada que é pela avenida Dom Pedro", explicou Gislaine Liporoni, secretária de Ação Social de Franca.