10 de julho de 2026
SEM LUZ

Queimadas causam queda de energia toda semana em Franca

Por Ingrid Silva | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Arquivo/GCN
Franca registrou 25 quedas de energia no primeiro semestre de 2022 por conta das queimadas

A CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz) divulgou nesta segunda-feira, 8, um levantamento com as cidades da região de Franca que mais sofreram queda de energia devido às queimadas.

As cidades de Franca, Batatais e Ituverava lideram o ranking com maior índice de interrupções por queimadas em 2021. Franca, com um total 41 interrupções, Batatais com 21, e Ituverava com 18.

Neste primeiro semestre de 2022, já foram registradas 145 quedas de energia nas regiões de Franca e Ribeirão Preto. Na regional francana, a cidade de Franca lidera o ranking com 25 intercorrências. Batatais está em segundo lugar com três e Miguelópolis em terceiro lugar com uma intercorrência neste primeiro semestre.

Segundo a CPFL, os incêndios podem ter causas humanas ou naturais, e o tempo seco, aliado à ação dos ventos, pode fazer as chamas aumentarem e se proliferarem. Além disso, a ausência de chuvas nesta época do ano faz com que as queimadas em larga escala aumentem.

Os incêndios sob a rede de distribuição de energia são, muitas vezes, causados pelo uso do fogo como método de poda de algumas plantações. O impacto das queimadas é maior ainda quando acontecem sob as linhas de transmissão, responsáveis pelo abastecimento de regiões inteiras.

As interrupções de energia devido às queimadas são um tema muito discutido pelas distribuidoras e transmissoras de energia elétrica, pois há sério risco de incêndio em terrenos baldios ou áreas rurais sob as redes de distribuição e transmissão.

A CPFL, através da campanha Guardião da Vida, alerta a população sobre atitudes que poderiam ser evitadas, reduzindo transtornos e até salvando vidas. Os temas abordados são sobre a segurança, qualidade do fornecimento de energia, entre outros.

O programa Guardião da Vida explica que esse tempo seco, sem chuvas, muito presente nesta época do ano, a umidade do ar, a vegetação baixa e os ventos fortes são fatores que podem provocar incêndios.

Além disso, até mesmo uma queimada mal controlada para atividades agrícolas também pode colocar em risco o fornecimento de energia, atingindo os cabos elétricos, desligando a rede e provocando prejuízos para todos, além de danos ao meio ambiente e à segurança da população.

O calor do fogo, mesmo quando não atinge diretamente os cabos elétricos, com a fuligem levada pelo vento e grandes volumes de fumaça, também pode provocar curtos-circuitos ou rompimento de cabos, interrompendo o abastecimento de cidades inteiras. O ar quente gerado pode criar um campo ionizado, propiciando o fechamento de arcos elétricos que desligam as linhas de eletricidade.

Por isso, a CPFL Paulista dá dicas como não realizar queimadas em áreas próximas às redes elétricas, fazer "aceiros" para controlar o fogo, respeitar a "faixa de servidão" ao realizar o plantio e não soltar balões.

"Nosso trabalho de conscientização com o Guardião da Vida visa diminuir, ano após ano, o número de queimadas e ter o menor impacto possível no serviço prestado, e também alertar que, de modo geral, são prejudiciais para o meio ambiente e à saúde humana. Além dos prejuízos à distribuidora, as queimadas geram destruição ambiental dos biomas e áreas que elas afetam, além de emitirem gases poluentes e fumaça, que causam mal à saúde, quando inalados", afirma Ocimar Perpetuo Benzati, gerente de operações de Campo da CPFL Paulista.

Em levantamento geral de todas as cidades atendidas pela CPFL Paulista, em 2021 as interrupções desse tipo caíram 39% em relação a 2020. Foram 2.272 ocorrências no ano passado contra 3.715 no ano anterior. Nos primeiros seis meses de 2022, em relação ao mesmo período de 2021, o índice seguiu a mesma tendência, queda de 38%.