A Polícia Federal de Ribeirão Preto realizou no início da manhã desta quinta-feira, 4, a operação “Dólos” que terminou com um francano que trabalha como auxiliar de serviços técnicos na Prefeitura de Rifaina preso acusado de pedofilia contra ao menos 24 vítimas, nos anos de 2017 a 2019.
Segundo a Polícia Federal, o suspeito aliciava as menores, que tinham entre 8 a 16 anos, com perfis falsos em aplicativos de conversas como o Menssenger e WhatsApp. Ele se passava por agente de modelos e, durante as conversas, solicitava fotos das crianças nuas e em cenas de sexo.
“O suspeito atuava por meio das modalidades conhecidas como 'grooming' e 'sextortion', palavras de origem inglesa, sendo a primeira utilizada para definir o aliciamento de menores através da internet, com a finalidade de se buscar benefícios sexuais e a segunda, referente à extorsão sexual decorrente da posse dos materiais de abuso sexual, obtidos através do 'grooming' e, posteriormente, utilizada para submeter às vítimas a contínuos abusos”, afirmou a Polícia Federal, por meio de nota.
Durante as investigações, foram identificados 11 perfis falsos e 24 vítimas. O servidor, para conseguir as fotos das vítimas, segundo a PF, "adentrava no universo imaginário infanto-juvenil com promessas de trabalho com os seus ídolos".
Porém, após o envio das fotos, as vítimas começavam a questionar o investigado de quando os trabalhos seriam iniciados.
“Nesse contexto, quando a criança começava a resistir ao assédio e se negava a enviar mais material de natureza sexual, o investigado, já de posse de arquivos de imagens e vídeos enviados pelas crianças em situações de natureza sexual anteriormente recebidas, coagia e forçava as crianças a continuarem a fornecer imagens sexuais, sob ameaças de divulgar na internet ou enviar aos seus pais”, continuou a Polícia Federal.
A PF, após as investigações, solicitou um mandado de prisão, de busca e apreensão que foi cumprido nesta quinta-feira. O homem foi preso em Franca.
Os policiais foram até Rifaina, onde os computadores usados pelo investigado foram apreendidos. Ele responderá pelos crimes de estupro virtual de vulnerável em 17 ocasiões, divulgação de cena de estupro ou de cena de estupro de vulnerável em 3 ocasiões e produzir, dirigir cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente em 12 ocasiões.
Se condenado, as penas podem variar de 187 a 302 anos de prisão.
“O nome da operação, Dólos, tem significado na mitologia grega Dolo ou Dólos, que personificava o ardil, a fraude, o engano, a astúcia, as malícias, as artimanhas e as más ações”, finalizou a nota da PF.