Em poucas semanas, um tumor raro comprometeu quase toda a visão da pequena Maria Clara Miranda, de 10 anos. O diagnóstico de germinona, um tumor cerebral, veio em março deste ano e, desde abril, a criança faz o tratamento com quimioterapia.
Assim que recebeu a notícia, Jéssica Miranda, mãe de Maria, sentiu que estava vivendo um pesadelo. A menina é sua única filha, e ela a descreve como uma criança carinhosa, educada, estudiosa e cheia de vida. “Quando eu recebi o diagnóstico de um câncer no cérebro, eu demorei a acreditar. Eu senti minha vida acabar ali, só senti um enorme vazio e medo estremecedor. Somos muito apegadas, há dez anos eu vivo por ela e para ela”.
No tratamento, depois de quatro sessões e uma biópsia, já houve uma melhora significativa na visão. “Antes ela não enxergava nada do olho esquerdo e menos de 30% do olho direito, agora já melhorou, mas não consegue assistir à TV ainda nem ler nada em letras menores”, diz a mãe. Cerca de 60% da visão da menina ainda está comprometida.
Ao final das sessões de quimioterapia, que terminará no meio do mês de setembro, Maria Clara terá mais um passo para o tratamento. No Brasil, o procedimento seria a radioterapia convencional, mas é uma medida arriscada que pode atingir, além do tumor, tecidos saudáveis do cérebro, causando ainda mais sequelas.
A alternativa encontrada pela mãe foi buscar a prontoterapia, que é um tratamento que vai com precisão ao local que precisa ser irradiado. No entanto, é um procedimento que só existe na Espanha e tem um alto custo.
“Foi liberado pela Anvisa em 2017 pra se ter aqui no Brasil, mas pelo custo alto do equipamento nenhuma instituição de saúde nem o governo trouxe ainda. Por isso estou fazendo a campanha para levá-la até a Espanha, para que ela faça um tratamento moderno e eficaz na cura de tumores cerebrais infantis”, diz a mãe.
A família estima que seja necessário o valor de R$ 700 mil, sendo R$ 500 mil o preço do procedimento e o restante para arcar com custos de viagem, estadia e alimentação pelo tempo que for necessário. Apesar do valor elevado, Jéssica não desiste de conseguir o tratamento para a filha. “A Maria vem superando bem, com muita força, e hoje voltei todo meu medo e dor para minha fé e esperança de que tudo vai dar certo para nós”.
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