11 de julho de 2026
CONSUMIDOR

Empresário paga conta duas vezes em supermercado; 'me trataram como se fosse bandido'

Por Higor Goulart | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Comprovante do primeiro pagamento da conta no supermercado Amarelinha

Um erro no sistema do supermercado Amarelinha, na avenida Brasil, em Franca, causou um grande estresse para um empresário automotivo no início da noite desta terça-feira, 19. Ele registrou boletim de ocorrência e pretende entrar com uma ação judicial contra a empresa.

O empresário Diego Henrique da Silva conta que esteve com sua mulher no supermercado para comprar algumas coisas. Ele ficou no carro, e ela entrou na unidade. Ao perceber demora, Diego ligou para sua mulher, que contou que não a estavam deixando sair da loja, já que o caixa não emitiu o comprovante de pagamento, mesmo com valor de R$ 94,65 sendo cobrado da conta bancária.

Com a situação, o rapaz entrou no supermercado e iniciou uma discussão com os funcionários, que insistiram que a mulher só sairia com as compras caso o pagamento fosse feito.

Após bastante discussão, em uma situação que Diego descreve como constrangedora e humilhante, ele resolveu pagar novamente para sair do estabelecimento.

"Nunca fomos tão humilhados. Eu tenho dinheiro. Se não tivesse pago, pagaria novamente. Mas, não foi o que aconteceu. Fui tratado como bandido, com todos olhando e achando que nós éramos ladrões ou não queríamos pagar", relatou Diego.

O grupo Amarelinha, através do seu setor administrativo, reconheceu, na tarde desta quarta-feira, 20, que a situação aconteceu por conta de um erro no sistema, que não foi reconhecido pelos funcionários no momento da compra.

De acordo com o supermercado, o primeiro pagamento, realizado por cartão de débito, não foi identificado pelo sistema, por isso a exigência por um novo pagamento. Em seguida, o cliente pagou por pix e, por isso, a situação não se repetiu.

A rede supermercadista ainda esclareceu que um pix foi realizado ao consumidor, como ressarcimento do pagamento extra.

Apesar do ressarcimento, Diego diz que ainda pretende adotar uma ação judicial contra a empresa. "Eles terem devolvido o dinheiro só prova que eu estava com a razão. Então, vou entrar sim. E se fosse uma pessoa que não tivesse o dinheiro para pagar novamente, eles não deixaria sair?".

Como agir
A reportagem entrou em contato com o Procon Franca para saber como agir nestes casos. Segundo o diretor do órgão, Luiz Murari, situações como essas não são comuns, mas são bem delicadas.

"Observamos que o estabelecimento comercial errou ao constranger o consumidor e ao não explicar para ele. É muito estranho também prender o consumidor. Não existe isso. A relação de boa fé entre o consumidor e a empresa tem que prevalecer".

Ainda de acordo com Murari, em casos como esse, a empresa poderia realizar o pagamento dobrado do ressarcimento. Além disso, o consumidor pode entrar com uma ação judicial em busca de indenização. "Neste caso, aparentemente, o supermercado expôs o consumidor. Então, a recomendação é a busca por uma ação judicial, visando a reparação por danos morais".