A Câmara de Franca aprovou projeto de lei que cria o programa ‘Natal de Luz’, proposto pelo prefeito Alexandre Ferreira (MDB), durante sessão nesta terça-feira, 19. Com isso, a Prefeitura ganha aval para firmar parceria com a iniciativa privada para a iluminação de Natal deste ano. Em contrapartida, as empresas particulares poderão utilizar os espaços públicos com ações de publicidade e marketing.
O projeto envolve fornecimento dos materiais necessários para a instalação das decorações (fios elétricos, cordões de LED e mangueiras de LED, entre outros itens), mão de obra especializada, equipamentos para instalação, manutenção e a retirada das iluminações ao término do período de Natal. O período de decoração será de 1º de novembro a 10 de janeiro do ano seguinte.
Ano passado, a Prefeitura bancou a iluminação de Natal na cidade e a aplicação da verba de R$ 960 mil foi bastante questionada, gerando algumas suspeitas. A votação nesta terça-feira foi unânime.
“Acho muito importante a iniciativa do prefeito nesse projeto de buscar a parceria junto à iniciativa privada. As entidades, as grandes redes varejistas, têm a oportunidade de contribuir com o município. Ano passado houve um descontentamento muito grande por parte da população. Eu sou favorável à iluminação e espero que a Prefeitura possa encontrar as empresas que venham a ser parceiras”, disse o vereador Marcelo Tidy (UB), que fez parte da comissão que apurou denúncias de irregularidades na aplicação dos recursos públicos na decoração natalina em 2021.
O vereador Gilson Pelizaro (PT), que votou contra o repasse da verba pública para a Acif (Associação Comercial e Indústria de Franca) realizar a iluminação natalina na cidade em 2021, disse que a medida desta vez é acertada. “Existe um ditado popular que diz que ‘gato escaldado tem medo de água fria’. A verdade é essa. A repercussão foi muito ruim no ano passado e medidas tinham que realmente ser tomadas. Se a gente for levar a ferro e fogo, esse é um projeto que não tinha necessidade de ter a autorização do Legislativo, porque é uma questão meramente administrativa. Essa medida foi acertada porque os comerciantes são quem levam a maior vantagem com a iluminação e são eles que têm que custear”, disse o petista, acrescentando: “Agora, se for acrescentar algum entretenimento à população, a Prefeitura pode entrar com sua cota, sua parte, mas não com tudo como foi no ano passado com aquele termo de fomento assinado com a Acif”.
O vereador Della Motta (PODE) destacou que ano passado a pandemia afetou a todos de maneira geral e acreditava que a iluminação ajudaria no aquecimento da economia da cidade. “Quando eu defendi o projeto naquela ocasião (2021) era um momento atípico para nossa cidade, nosso país. Existia um lockdown, muitas pessoas não pagaram aluguel, muitos funcionários ficaram em casa, nossa cidade ficou com o centro (comércio) vazio. Muitas pessoas ficaram endividadas porque a conta não fechava. Então houve a contrapartida dos governantes. Mas no meio desse caminho houve coisas que não deveriam acontecer, como a reutilização de árvore de Natal que já havia sido usada", explicou.