09 de julho de 2026
VIOLÊNCIA

Primeira metade de julho é marcada por tragédias em Franca

Por Kaique Castro | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Vítimas de acidentes e crimes neste mês, em Franca

De queda de cavalo a ex-marido que não aceitava o fim do relacionamento. Os 16 primeiros dias de julho de 2022 ficaram marcados por grandes tragédias que aconteceram em Franca. Ao todo, 10 pessoas perderam a vida de forma trágica.

O primeiro caso aconteceu com a pequena Laura Cunha Costa, ou "Laurinha", como era chamada. A pequena de apenas 8 anos morreu após ficar internada por dias decorrente a uma queda de cavalo. Em um ato de solidariedade, os familiares doaram os órgãos da garota, que foi sepultada no dia 6 de julho.

Enquanto os pais de Laura sofriam pela perda da filha. No mesmo 6 de julho, no Jardim Paulistano, uma mulher gestante não queria ter o filho e o abortou. O feto, do sexo masculino, de aproximadamente 20 centímetros, foi encontrado dentro de uma escoação da represa de tratamento de esgoto nos fundos da rua Miguel Alves Cintra, na zona Leste de Franca.

A segunda-feira 11 de junho também foi marcada pela violência e tragédia. Logo nas primeiras horas da madrugada, Yago Fernandes dos Santos Giovanuni, 20 anos, foi encontrado morto na rua Francisco Provensano de Lima, no Jardim Santa Bárbara. O jovem estava com bermuda, camisa e tênis e foi encontrado com várias perfurações em seu corpo.

Já por volta do meio-dia, uma fatalidade terminou com a vida do trabalhador Amilton Balsanufo Brandieli, de 50 anos. Ele morreu após uma caixa de pisos cair sobre seu corpo, em uma construção em condomínio no Núcleo Agrícola Alpha, zona Sul de Franca.

Já durante a noite da segunda-feira, o aposentado José de Oliveira Souza, 72, descia em alta velocidade pela avenida Alagoas, no sentido Alonso y Alonso, em um Fiat Prêmio, quando por motivos a serem esclarecidos, perdeu o controle da direção e capotou, só parando na rotatória da avenida. Ele morreu na hora.

Todas as vítimas da segunda-feira, 11, foram sepultadas na tarde do dia seguinte.

Na sexta-feira, 15, um corpo com sinais de crueldade foi encontrado em um terreno baldio na avenida Cláudio da Cruz Ribeiro, no bairro Santa Lúcia, na zona Sul de Franca.

Os policiais constataram que o corpo é do sexo masculino, estava nu e com vários cortes. Também apresentava sinais de queimaduras e o rosto estava totalmente desfigurado.

Também na sexta-feira uma jovem de 24 anos, moradora da zona Leste de Franca, tomou remédio e abortou um feto de cerca de 6 meses de gestação.

A mulher foi internada no hospital sentindo fortes dores abdominais às 13h58. O quadro evoluiu para parto normal e o feto, do sexo feminino, nasceu morto após 22 a 27 semanas de gestação, de acordo com o registro da polícia. O caso já está sendo investigado.

Já o sábado, 16, também começou violento. Guilherme Henrique da Silva, de 22 anos, morreu na avenida Jaime Telline, no Jardim Paraty, zona Sul de Franca.

Câmeras de segurança de um condomínio flagraram o momento que Ford Escort Hobby corta a frente da moto de Guilherme, na avenida. Segundo testemunhas, o jovem chegou a buzinar para alertar o motorista do carro, mas não conseguiu evitar a colisão.

Já no início da noite do sábado, Laisa Cristina de Sousa, de 35 anos, foi morta a tiros pelo companheiro Leandro Antônio da Silva, de 36 anos. Além de matar Laisa, o assassino também atingiu uma vizinha de 35 anos. A mulher foi internada na Santa Casa, onde precisou passar por cirurgia. Seu estado de saúde não foi divulgado.

Quase que no mesmo instante, Afrânio Tadeu Peixoto, de 39 anos, morreu na rodovia João Traficante após atropelar um tamanduá-bandeira, que também morreu no acidente.

Região também é marcada por sangue
Além de Franca, duas cidades da região registraram crimes bárbaros.

Na terça-feira, 12, Wilson Pereira da Silva, 54 anos, foi encontrado morto com sinais de crueldade, na rua Rui Barbosa, em São José da Bela Vista. O francano estava sem os olhos quando foi localizado. O crime está sendo investigado.

Já na quarta-feira, 13, Luís Fernando Lourenço Ferrari, de 31 anos, morreu após não resistir aos ferimentos de arma de fogo. Luiz foi morto por um francano que afirmou que a vítima não havia pagado um carro que tinha comprado. O assassino foi preso em flagrante.