Drama vivido por francanos nos últimos meses, que aguardam dias internados em prontos-socorros e UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) por vagas em hospitais da rede pública, também é realidade na região de Franca.
Régis Barbosa, 46 anos, deu entrada na Santa Casa de Pedregulho na última quarta-feira, 6, com agravamento em um quadro de pneumonia e rins paralisados. Segundo a família, ele precisa de transferência para um hospital com mais recursos, como a Santa Casa de Franca, mas não conseguiu um leito ainda e aguarda, em situação grave, pela vaga.
A cunhada do paciente, Renata Aparecida, disse que Régis está entubado na sala de urgência e emergência do hospital de Pedregulho. “Colocaram ele na emergência, os rins não funcionam, ele está entubado, quase em coma”.
Segundo o superintendente da Santa Casa de Pedregulho, Danilo Giolo, o paciente deu entrada no hospital com surtos psicóticos, e foi atendido pela equipe de enfermagem.
Giolo disse que já foi feito o procedimento para conseguir a vaga pelo sistema de regulação da Cross e que o paciente espera o leito para ser transferido.
"O caso do paciente Régis Barbosa é um caso que precisa de uma transferência para Franca. Somos um hospital secundário, de média baixa complexibilidade. Nosso hospital de referência é Franca. Não posso te dar uma previsão de quando sai o leito”, disse o superintendente.
A administração da Santa Casa de Franca explicou que a Cross não busca vagas apenas no hospital da cidade: os leitos são disponibilizados conformem vão surgindo no sistema da Cross, que gerencia as vagas em toda a rede pública de Saúde do Estado.
“A Santa Casa de Franca é o hospital de referência de alta complexidade na região, mas não é o único que recebe pacientes. Trabalhamos sempre no limite, estamos sempre atendendo a mais e acima do teto do SUS", informou a assessoria do Grupo Santa Casa de Franca.
A Prefeitura de Franca relaciona essa situação ao grande número de pessoas que passaram a usar o SUS, nos últimos anos. Segundo o município, somente no primeiro semestre de 2022, foram registrados 446.834 atendimentos na rede pública da cidade, o que significa um aumento de 79% em relação ao mesmo período do ano passado.
O Estado chegou a anunciar que abriria mais leitos para internação em cidades da região, mas isso ainda não aconteceu.