O delegado titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca, Márcio Murari, disse nesta quinta-feira, 30, que a Polícia Civil segue investigando o desaparecimento do garoto Wesley Pires Alves Filho.
O sumiço do menino vai completar dois anos no dia 28 de agosto. À época, o garoto tinha 13 anos e saiu de casa dizendo que iria a um varejão próximo à sua casa, no Jardim Aeroporto I, zona Sul da cidade, e nunca mais apareceu.
“O trabalho de investigação continua. Semana passada, nós recebemos informações de que ele, possivelmente, estaria na cidade de São Carlos. Os investigadores da DIG estiveram lá por quase dois dias, nos lugares que ele estaria. Nós deixamos cartazes lá, em bares, Polícia Civil, Guarda Civil... Entretanto, até o momento, não conseguimos localizá-lo”, disse o delegado.
O desaparecimento de Wesley ganhou contornos de muito mistério, porque o menino teria se apossado de uma bicicleta na porta de um bar, no dia do sumiço, e a proprietária do veículo registrou boletim de ocorrência de furto.
De fato, câmeras de segurança da rodovia Ronan Rocha, próxima ao bairro, flagraram o estudante empurrando uma bicicleta. “Nós não podemos encerrar as investigações. Enquanto não houver uma solução, a sua localização, ou saber o que aconteceu, nós não podemos encerrar”.
Corregedoria
Márcio Murai lembrou que há um inquérito instaurado e que está sendo acompanhado pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário.
“Tudo que estamos fazendo está sendo feito da maneira mais transparente. Está sendo acompanhado, inclusive, pela Corregedoria da Polícia Civil", disse o delegado.
"Houve algumas reclamações de terceiros pelas redes sociais que encaminharam uma reclamação à Corregedoria. Foi aberto um procedimento e encaminhamos tudo que já foi feito do caso Wesley. Já fomos ouvidos e explicamos. Nós estamos sendo mais vigiados nesse caso do que qualquer outro caso aqui na cidade de Franca”, continuou.
Segundo Murari, a Corregedoria da Polícia Civil ouviu recentemente os dois investigadores que estavam no caso, ele próprio e a mãe do garoto, Camila Alves. “Explicamos o que tinha sido feito e deixamos à disposição (da Corregedoria) o inquérito policial. Não tenho nada a esconder de ninguém. Os investigadores ficam até tristes com as pessoas nas redes sociais, falam muitas besteiras, não sabem da realidade de nosso trabalho. Vamos tentar localizar esse menino”, finalizou o delegado.