10 de julho de 2026
CONTROVÉRSIA

Berbel diz que IMA sofre perseguição e que não tirou 'um tostão' da Prefeitura

Por Heloísa Taveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo/GCN
'Jamais cobramos aluguel pelo térreo, porque já estava no contrato', falou Berbel, fundador do IMA

O fundador do IMA (Instituto Medicina do Além), João Berbel, reagiu à decisão da Prefeitura desta terça-feira, 28, que pune o Hospital da Caridade e exige a devolução de R$ 200 mil aos cofres públicos. Berbel afirmou que a instituição sofre perseguição e que não tirou “um tostão da Prefeitura”.

A publicação no Diário Oficial penaliza o Hospital da Caridade e impede a parceria ou contrato com o município por, pelo menos, dois anos. Além disso, declara o hospital "inidôneo" para participar de chamamento público ou celebrar parceria ou contrato com órgãos e entidades de todas as esferas de governo, incluindo Estado e União, até que pague o valor de R$ 200 mil, corrigidos monetariamente.

Os R$ 200 mil são referentes a um “contrato extra” para o aluguel do prédio do hospital em 2020, para o tratamento da covid-19. Foram quatro meses de locação, sendo R$ 50 mil por mês. Na prática, a Prefeitura pagou R$ 200 mil para alugar o prédio do Hospital da Caridade para instalar o próprio hospital.

O fundador da instituição nega que existam irregularidades na locação. Segundo Berbel, o prefeito na época, Gilson de Souza (Republicanos), não fez um contrato para alugar o Hospital da Caridade, mas sim para alugar o prédio inteiro.

“Foi a própria Prefeitura que nos procurou. Ficamos com a área inteira isolada. Jamais cobramos aluguel pelo térreo, porque já estava no contrato. Eles alugaram o prédio todo para poder, se aumentasse a pandemia, ter lugar para colocar esse pessoal”, falou.

Berbel ainda afirmou que a instituição sofre perseguição e que toda semana recebe notificações, ameaças e intimidação. Um destes episódios teria sido quando o hospital foi incendiado e mais de 150 mil exemplares de livros foram queimados. Ainda afirmou que não existe nenhum processo já julgado para que a Prefeitura aplique essas penalizações.

“Quem vai julgar se está certo ou errado é o juiz, está na mão dele. Vamos ver quem é que vai vencer. Eu estou pagando um preço por curar as pessoas, por realizar um bom trabalho”, falou Berbel. “Eu convoco todos que estão nos criticando para que venham ao Hospital da Caridade e procurar. Se achar que a instituição tirou um tostão da Prefeitura, eu entrego o prédio para eles e vou embora de Franca”.

O fundador ressaltou que a conta não está somente no nome do Hospital da Caridade, mas também no do ex-prefeito Gilson de Souza e do ex-secretário de Saúde, Luiz Vergara – apesar disso, acredita que “sairá dessa”.

“Estamos fazendo de tudo para voltarmos a trabalhar sem pegar um tostão da Prefeitura. Hoje eu não quero um tostão da Prefeitura mais, nem se ela me oferecer o que quiser, eu não quero. Nós ainda não fomos julgados, mas se o juiz disser que estamos errados, com certeza vamos correr atrás de ressarcir isso e deixar a dívida espiritual nas costas de quem colocou.”