O drama de quem precisa atendimento na rede pública de saúde parece não ter solução em Franca e em toda a região que compreende a DRS (Diretoria Regional de Saúde). As histórias de pacientes à espera de vaga de internação na Santa Casa ou outro hospital público se repetem nas unidades de emergência.
Milta Alves da Silva Serrano, de 82 anos, está na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Aeroporto há quatro dias, aguardando a liberação de um leito para transferência. As vagas são reguladas pela Cross (Central Reguladora de Ofertas e Serviço de Saúde), órgão estadual.
“Minha avó é acamada e desde domingo está com o intestino preso. Tentamos alguns procedimentos em casa para tentar resolver, mas não conseguimos. Então, levamos ela para a UPA na terça-feira, 21, à tarde. Lá foram feitos alguns procedimentos, lavagens, mais não tiveram sucesso. Foi pedida uma vaga de internação na Santa Casa para ela passar por um gastro (intestinal) só que essa vaga não sai”, explicou a neta Flávia Serrano Mendes.
Flávia conta que sua avó tem mal de Alzheimer, está debilitada e nesta sexta-feira, 24, precisou ser colocada no oxigênio. “Minha avó está com muita dor. Ela está no soro e o quadro dela está se agravando. A saturação começou a baixar e precisou ser colocada no oxigênio. Estamos esperando uma vaga e eles falam que não tem leitos”.
Os dois prontos-socorros da cidade e as duas UPAs estão com pacientes regulados pela Cross aguardando vagas de internação. Segundo o último levantamento desta quinta-feira, 23, eram 17 pacientes na fila de espera, sendo um total de atendimentos de 2.187 pessoas.