O auxiliar de serviços gerais Ricardo Augusto de Almeida, de 35 anos, que matou a facadas o jovem Lucas Alves Ricordi Silva, 18, em julho de 2021, em um Centro de Umbanda no Jardim Paulistano, foi absolvido das acusações de homicídio e tentativa de homicídio.
Ricardo chegou a ficar preso na época do crime, mas respondia pelo assassinado em liberdade. Ele foi absolvido pelo juiz José Rodrigues Arimatéa, que entendeu que ele agiu em legítima defesa.
O assassinato aconteceu no dia 7 de junho, quando Ricardo foi até o Centro de Umbanda que frequentava. Lá uma discussão se iniciou, o auxiliar chegou a brigar com Lucas e Sullima Batista da Silva, quando em determinado momento atingiu os dois com um canivete.
O auxiliar confessou o crime, afirmando que se defendeu das agressões de Lucas e Sullima.
“Ele alegou que tinha entrado um dia antes no terreiro, sem autorização dos dirigentes. Ele disse que queria se espairecer, que já havia feito isso outras vezes. E isso revoltou os dirigentes. No dia seguinte, eles teriam discutido. Ele disse que o Lucas o agrediu e a outra vítima também, e em um dado momento ele pegou o canivete que usava e desferiu golpes contra o Lucas e a outra vítima”, disse Márcio Murari, delegado da DIG, quando Ricardo foi preso.
“Ele foi agredido primeiro. Com isso, ele acabou desferindo os golpes. Ele anda com esse canivete, porque ele colhe ervas, plantas, para trabalhos”, alegou o advogado do acusado, Thales Balbino, também no dia que Ricardo se apresentou.
Além de ter matado Lucas, o auxiliar desferiu golpes contra Sullima Batista da Silva, que segundo ele, teria tentado pegar o canivete de sua mão. Ambos chegaram a ser socorridos, mas o jovem morreu na manhã do dia seguinte ao crime.
Para o juiz, ficou claro nos depoimentos, inclusive de Sullima, que Ricardo agiu para se proteger. Com a decisão da Justiça, o caso é arquivado.