Um buraco a cada nove metros. Essa é a realidade da rua João Garcia Bonil, no trecho localizados aos fundos do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) de Franca. São mais de 33 buracos num espaço de 300 metros. Transitar pela via sem 'cair' num deles é missão impossível.
A situação registrada na rua da região Leste de Franca não é algo exclusivo. São várias as vias em que ‘pipocam’ buracos. Outro exemplo é a rua Jeremia Guilherme, na Vila Totoli, com dezenas de buracos que exigem atenção redobrada dos motoristas.
O número de crateras mostra também que o dinheiro destinado pela Prefeitura para recapeamento é baixo em comparação ao que seria necessário para recuperar a malha viária da cidade. Para este ano, o prefeito Alexandre Ferreira (MDB) anunciou, em maio, um investimento superior a R$ 13 milhões para execução do serviço de recapeamento de ruas e avenidas na cidade.
Deste valor, R$ 12 milhões vêm de recursos destinados pelo governo do Estado, enquanto o restante faz parte de emendas impositivas de vereadores. Além disso, o prefeito disse que foi autorizada uma verba estadual extra no valor de R$ 5 milhões. Pode parecer muito, mas não é. O próprio prefeito admite a dificuldade. “Apesar deste expressivo investimento, ele ainda não é suficiente para recuperarmos todas as ruas que gostaríamos. Por isso, nossa busca por mais verbas não vai parar”, disse Alexandre em pronunciamento recente.
O valor destinado para o setor em 2022 é o maior dos últimos anos, cujo montante e investimentos tem se mantido na média de R$ 6 a 10 milhões anuais. Mesmo com o avanço, os valores disponíveis estão muito distantes do que seria necessário para uma ampla recuperação da malha viária da cidade.
Resta o tapa-buraco
Com a insuficiência de recursos para atender toda a demanda de recapeamento, a alternativa que sobra é o serviço de tapa-buraco, nada além de um paliativo. Durante os primeiros seis meses deste ano, mais de R$ 4 milhões foram investidos no serviço. Segundo a Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca), foram atendidas 3.017 de 3.125 solicitações.
A diretora-presidente da Emdef, Milena Goulart Bernardino, diz que a todo momento brotam reclamações de buracos nas vias. “A média de solicitações são de 20 (novas) por dia. Deu uma diminuída, por estarmos no período de seca, só que os buracos estão sempre surgindo, por nossa malha viária ser mais antiga”.
De acordo com Milena, o principal problema da cidade, além da malha viária antiga, é também a grande quantidade de ruas (por conta da cidade ser muito horizontal e espalhada), estimadas em mais de 3 mil vias, o que dificulta os trabalhos da empresa. “O desgaste da malha, por ser antiga e muito grande, com mais de três mil ruas, demanda um cuidado e, quando chove, acaba piorando. Além disso, até quando tampamos um buraco, às vezes tem algum trincado nas proximidades que, com o tempo e desgaste, abre ao lado”.
Neste ano ainda serão investidos outros R$ 4 milhões no tapa-buraco. “Se continuarmos no ritmo que está agora, fica tranquilo. Mas, com o período mais chuvoso previsto para o fim do ano, a demanda aumenta drasticamente”, finaliza.