10 de julho de 2026
DENÚNCIA

Servidor chama PM e diz que PS alterou número de médicos disponíveis; secretária nega

Por Higor Goulart | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Higor Goulart/GCN
Movimento no Pronto-socorro Municipal 'Dr. Álvaro Azzuz' na manhã desta quinta-feira, 9

Um servidor público da educação do município denuncia o Pronto-socorro Municipal 'Dr. Álvaro Azzuz' de ter alterado o quadro de médicos disponíveis após a chegada da Polícia Militar ao local para registro de um Boletim de Ocorrência nesta quinta-feira, 9.

Tudo começou quando o servidor Anderson Silva Ferreira, de 36 anos, percebeu a demora no atendimento de uma paciente que estava no salão da unidade e foi conversar com a equipe de enfermagem para entender a demora.

"Tem uma moça que está aqui há horas chorando de dor, que já até implorou para ser atendida e ninguém deu crédito. Daí eu fui na triagem para perguntar o motivo de estar demorando e fui informado que havia apenas dois médicos para atender", contou Anderson.

A informação causou revolta no servidor, já que, segundo ele, no quadro médico constavam onze médicos atendendo. Ele, então, buscou orientação com um guarda civil municipal, que o teria destratado. "Fui pedir orientação e ele me destratou, foi mal educado e debochado. Na condição de servidor, sei qual é o trato que o cidadão merece. Ninguém vem aqui porque está brincando", reclamou.

Toda a situação levou Anderson a entrar em contato com a Polícia Militar, que esteve no local e registrou um boletim de ocorrência.

Após a saída dos PMs, outra situação indignou ainda mais o servidor. De acordo com ele, a equipe do PS retirou o nome de alguns médicos do quadro. "Chamei a PM, fiz o boletim de ocorrência, e eles tiraram quatro nomes de lá".

Com a situação, Anderson ainda afirmou que vai registrar uma denúncia na ouvidoria da Prefeitura. "Eu vou abrir um processo e exijo saber por que tinham o nome de onze médicos e depois tiraram quatro nomes", finalizou.

Secretaria de Saúde
Procurada pela reportagem, a Secretaria de Saúde explicou os motivos da confusão nos nomes. De acordo com a secretária Waléria Mascarenhas, eram realmente onze médicos na unidade, mas apenas sete atendendo nos consultórios.

"Eu estava lá naquele momento e, inclusive, pedi para mudarem o quadro. Por isso, foram retirados quatro médicos, que atendem apenas nas alas, e nós vamos mudar a nomenclatura no quadro", explicou a secretária.

Sobre a informação de que teriam apenas dois médicos, Waléria também tem uma explicação. "Dentro do PS é feito uma divisão. Cinco médicos atendem síndrome respiratória e dois atendem os casos gerais. E, dependendo da demanda, nós alternamos".