Uma aposentada de 65 anos procurou a CPJ (Central de Polícia Judiciária) na manhã desta quinta-feira, 9, momentos depois de ser furtada por quatro mulheres em um ônibus da empresa São José, na Estação.
De acordo com Izilda Aparecida Barros, ela pegou o ônibus no Parque do Horto, onde mora, com destino à Estação, onde faria um orçamento de uma máquina de costura.
Momentos antes de descer do coletivo, quatro mulheres se aproximaram da aposentada e furtaram sua carteira, documentos e R$ 400, que estavam dentro de sua bolsa.
“Elas vieram conversar comigo, perguntando se eu queria sentar. Eu disse que já desceria. Nesse momento, duas delas me prensaram. Eu ainda falei: ‘Bem, duas gordinhas não descem’. Quando eu cheguei no local para ver a máquina, vi que minha bolsa estava toda aberta”, disse a aposentada.
Ainda segundo Izilda, ela acredita que o furto aconteceu no momento em que as mulheres a apertaram na porta do ônibus.
“Nossa, foi muito rápido. Tenho certeza que foi na hora que me apertaram. Elas levaram o dinheiro que eu tinha para passar o mês. Por sorte, elas não conseguiram levar meu celular, é onde tem as senhas dos cartões tudo. Estou até passando mal. Tudo jovem, se tiver no máximo 20 anos. Podiam estar trabalhando, não é? Eu com 65 anos ainda procuro serviço, agora elas fazerem isso com uma idosa...”, continuou dona Izilda.
O caso foi registrado pela aposentada na Central de Polícia Judiciária, e a Polícia Civil investigará o crime.
Quadrilha especializada
O caso de dona Izilda vem se tornando comum em Franca. Uma quadrilha especializada neste tipo de crime já está na mira dos investigadores da DIG (Delegacia de Investigação Gerais).
Em abril deste ano, somente uma vítima teve mais de R$ 20 mil em prejuízos. Segundo a Polícia Civil, em apenas um dia, quatro crimes foram registrados. A quadrilha age sempre nos ônibus de transporte coletivo. O alvo são mulheres idosas.
De acordo com o delegado Márcio Murari, os criminosos chegam a conversar com as vítimas no interior do coletivo e, em um determinado momento, furtam a carteira com os cartões.
“A maioria dos idosos marca a senha em algum lugar na carteira. Com uma das vítimas, os criminosos sacaram R$ 9 mil em um banco, mais R$ 1 mil de um saldo que ela tinha e realizaram um empréstimo de mais de R$ 11 mil”, disse o delegado.
Para a polícia, os criminosos não são moradores de Franca. Ainda segundo Murari, houve uma dificuldade em conseguir as imagens de circuitos de seguranças das agências bancárias em que os criminosos sacaram o dinheiro.
“Isso atrasou a investigação, porque, se nós tivéssemos as imagens ali no local, certamente a gente tinha dado um andamento muito bom e identificado pessoas ligadas a essa quadrilha”, completou o delegado.