Usuário do transporte público para pacientes que realizam tratamento em cidades fora de Franca, Adolfo Mendonça Júnior usou a tribuna da Câmara Municipal nesta terça-feira, 7, para pedir mais estrutura no serviço. Adolfo também questiona o valor do vale-alimentação concedido aos pacientes, que, segundo ele, não ultrapassa R$ 10.
“Nós entendemos que é a Prefeitura que oferece o serviço para nós, apesar dela ter terceirizado o transporte. Há pacientes que levantam de madrugada, chegam em Ribeirão Preto para uma atendimento às 7h30, e 8h15 já estão liberados. Mas voltam para casa somente às 15h. Ou seja: a van pega a gente em casa às 5h e deixa às 17h. O ideal era que houvesse uma van que levasse os pacientes que vão no período da manhã e outra no período da tarde”, disse.
Ele citou seu próprio exemplo, do que ocorreu em uma das viagens que ele fez para realizar exames no Hospital das Clínicas, em Ribeirão Preto. “Minha consulta estava marcada para as 13h, mas precisei sair de casa às 5h da manhã. Eram 15h30, eu já estava liberado, e saímos de Ribeirão às 17h. As pessoas que fazem tratamentos em Ribeirão, São Paulo, Barretos, em vários outros hospitais de nosso Estado, têm doenças graves e somos pacientes que sentimos muitas dores. São crianças e idosos. Muitos viajam todos os dias e acordam às 4h da manhã para estarem retornando para casa sabe lá que horas”.
Adolfo também questionou o valor do vale alimentação concedido aos pacientes pelo Poder Público. “A nossa ajuda de custo não chega a R$ 10, e um almoço fica bem mais que isso. Quem vai em restaurante sabe do que estou falando. Um café da manhã fica em R$ 15. Além disso, a gente pode pegar o dinheiro na Secretaria da Saúde só em um horário (de manhã) e nem sempre podemos ir lá. E, às vezes, não compensa ir buscar esse dinheiro. Muita gente, como eu, não vai buscar esse dinheiro", disse.
Adolfo, que sofre com um mieloma múltiplo, ainda questionou: "Pra onde esse dinheiro vai?", se referindo à verba que muitos pacientes deixam de retirar na Secretaria de Saúde.