O problema de falta de vagas na rede pública perece longe de ser resolvido, ou no mínimo amenizado, em Franca. Gladstone Renato Rodrigues, de 58 anos, está no Pronto-socorro Municipal “Álvaro Azzuz” desde as 20 horas do domingo, 5, à espera de uma vaga de leito na Santa Casa, hospital que atende pacientes pelo SUS.
Gladstone é um dos tantos pacientes que estão no PS aguardando uma resposta de internação da Cross (Central Reguladora de Ofertas e Serviço de Saúde), do Estado.
“Não é certo isso. No meu irmão, eles deram um banho de paninho. Eu não acho justo, não acho, de jeito nenhum, ainda mais pro meu irmão que é especial. Ele está debilitado, ele está chorando”, disse a irmã Nelma Maria Rodrigues, nesta segunda-feira, 6.
Mesmo sofrendo com o irmão no PS, Nelma se preocupa com os outros pacientes que estão passando pelo mesmo calvário na saúde do município.
“Tem gente que faz três, quatro dias que está ali. Meu irmão está sendo bem cuidado desde que chegou ao Pronto-socorro trazido pelo Samu. Foram feitos os exames, mas a vaga ninguém sabe o dia. Meu irmão é acamado”, disse Nelma, que mora com o irmão e outra irmã, também especial, no Jardim Dermínio, zona oeste de Franca.