11 de julho de 2026
INDÚSTRIA

Prefeito discute em São Paulo descarte de couros no aterro; setor desconhece detalhes

Por Higor Goulart | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/Prefeitura de Franca
Prefeito Alexandre e representantes da Cetesb, Sindicouro e AMCOA em encontro na quarta-feira, 25, em São Paulo

O prefeito Alexandre Ferreira (MDB) esteve em São Paulo na quarta-feira, 25, em reunião com representantes da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), Sindicouro (Sindicato da Indústria do Curtimento de Couros e Peles no Estado de São Paulo) e AMCOA (Associação dos Curtumes de Franca). O encontro teve como tema central a tentativa de autorizar o descarte de resíduos de couro no Aterro Sanitário Municipal.

Desde 24 de setembro do ano passado, as empresas, principalmente fábricas de calçados, estão proibidas de descartar aparas e retalhos de couro curtido ao cromo, por falta do Cadri (Certificado de Movimentação de Resíduos de Interesse Ambiental).

“Foi um encontro muito produtivo para discutirmos a reclassificação dos resíduos de couro, para que o material volte a ser depositado no Aterro Sanitário, diminuindo os custos para a cadeia calçadista, o que também reflete na geração de empregos”, explicou Alexandre, em publicação nas suas redes sociais.

Apesar da visita à Cetesb, o prefeito não expôs os resultados da reunião, não explicando se o objetivo foi conquistado. Nesta quinta-feira, 26, a Assessoria de Comunicação foi procurada pela reportagem, mas solicitou prazo até sexta-feira, 27, para divulgar os resultados obtidos durante a visita de Alexandre.

O SindiFranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), que desde o ano passado busca viabilizar o retorno do descarte ao aterro, não foi convidado para a reunião e também não teve retorno por parte do prefeito. Segundo o sindicato, “como não participamos, não sabemos o que foi solicitado pela Prefeitura à Cetesb”.

Enquanto a licença não é conquistada pelo SindiFranca e nem pela Prefeitura, as fábricas de calçados, por meio de acordo feito pelo sindicato e uma empresa particular, estão realizando o descarte em um aterro sanitário de Sales Oliveira. De acordo com o órgão, a alternativa é mais cara, porém, é a única disponível no momento.