10 de julho de 2026
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'Ficar duas horas para ser atendido em dez minutos', reclama jovem sobre o PS

Por Pedro Baccelli e Gabriel Garcia | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Pedro Baccelli/GCN
Pedro Cardoso da Costa, de 22 anos: 'Estou com muita dor muscular'

“Ficar duas horas para ser atendido em dez minutos é um negócio um pouco divergente”. As palavras de Pedro Cardoso da Costa, de 22 anos, descrevem o sentimento de revolta de grande parte da população que busca atendimento no Pronto-socorro “Dr. Álvaro Azzuz”.

Pedro trabalha como atendente em uma empresa de vendas em Franca. O jovem precisou sair mais cedo do serviço para receber atendimento médico. O diagnóstico foi de dengue e os problemas no PS só aumentaram. “Estou com muita dor muscular e não tem lugar para sentar. Estou tendo que ficar em pé. Isso só agrava a situação”.

Não é exagero de Pedro. A unidade recebia cerca de 160 pessoas no salão de espera às 11h30. As cadeiras estavam ocupadas e parte do público precisou aguardar em pé dentro da unidade ou na calçada do PS. Para atender a alta demanda, sete médicos estavam escalados nos consultórios e quatro profissionais nas alas.

“Eles (Prefeitura) colocam nos outdoors que é uma cidade muito boa para se viver, uma cidade competitiva, mas em questão de Saúde, não representa esses dados”, completou.

O estudante não foi o único a reclamar das condições. Thales Souza, de 37 anos, ficou três horas esperando por atendimento com fortes dores no corpo. “Aqui está cheio desde a hora em que eu cheguei. Não para de chegar gente”.

Cena vista por Valdir Donizete, de 55 anos, desde manhã. Apesar da quantidade, o morador do Parque São Jorge, fez ressalvas. “Está lotado demais (...) o meu atendimento até que foi rápido. Precisei faltar da firma por suspeita de dengue”.

PS Infantil
Situação oposta no Pronto-socorro Infantil “Dr. Magid Bachur Filho”. Cerca de 60 pessoas, entre pais ou responsáveis e crianças, esperavam atendimento às 10h50.

Nádia Gatti, de 29 anos, trabalha como atendente de caixa em uma loja de roupas no Centro de Franca. Ela precisou faltar ao serviço para levar o filho de 6 anos ao médico. "Está com febre, tosse e não consegue dormir nem comer".

Ao todo, seis médicos atendiam na unidade infantil na manhã desta terça-feira. O tempo de espera girava em torno de uma hora.