É praticamente impossível não estar envolvido com a tecnologia de alguma forma. Desde enviar uma mensagem, realizar alguma compra ou até mesmo estudar, basicamente tudo é ligado à internet e aos meios tecnológicos. E, para manter isso ativo, os profissionais e empresas de TI (Tecnologia da Informação) têm crescido gradativamente.
Em Franca, a realidade não é diferente. São vários os cursos, profissionais e negócios voltados para a área da tecnologia. “Hoje, por aqui (Franca), estamos deixando de ser uma cidade calçadista e nos transformando uma cidade voltada para tecnologia. Isso está levando muito o pessoal mais jovem a optar pela área de tecnologia, que é muito forte e está trazendo pessoas para o mercado”, disse Rodrigo Carvalho dos Santos, proprietário da Irroba.
Por ser um setor tão abrangente, é possível que cada um desses se desenvolva em uma área e se estabeleça com força no mercado. Exemplo disso é a variedade de empresas do ramo no município.
A Com4 Data Center, por exemplo, emprega, atualmente, mais de 50 profissionais. Seu foco: fornecer serviços de conectividade e hospedagem de servidores. “Nós somos uma empresa de infraestrutura que proporciona a melhor experiência na utilização dos serviços de Cloud Computing, hospedagem, e-mail corporativos, servidores e internet fibra”, explicou o engenheiro de software da Com4, Felipe Montaginini.
Em uma outra linha, mas também ligados à Tecnologia da Informação, as empresas Irroba e CHB Sistemas se especializaram na parte de programação. A primeira, localizada no Jardim São José, está desde 1997 no mercado e se transformou em referência em plataformas de e-commerce, conforme explica o Rodrigo, proprietário da empresa.
“Hoje, nós somos uma plataforma de e-commerce, com códigos nativos, próprios e independentes. Muitos não sabem, mas nossos códigos são puros e totalmente desenvolvidos por nós. Temos parcerias gigantes nos meios de pagamentos, logísticas. Sendo tudo voltado para área de comércio eletrônico”, explicou Rodrigo.
Também nesta área, a CHB Sistemas se estabeleceu e está firme em seus 35 anos de existência. Seu proprietário, Mário Arias Martinez, conta que o foco se tornou principalmente vender sistemas empresariais ao setor calçadista e industrial.
“Nós desenvolvemos e vendemos os chamados ERPs (Sistema integrado de gestão empresarial). Além do setor calçadista, atendemos 45 usinas de açúcar e álcool espalhadas por todo o país e também ao setor de produtores rurais, com atuação nacional”, diz Mário.
Apesar de tamanha abrangência e oportunidades na área tecnológica, a opinião de todos é a mesma: a demanda por estes profissionais é muito maior do que o número que forma na área. “Apesar de Franca ter mostrado sempre uma forte vocação no setor de tecnologia, percebemos uma lacuna importante entre o avanço da demanda por estes profissionais e nossa capacidade de formação”, disse Mário.
Segundo Felipe Montaginini, da Com4, a explicação para isso é a alta complexidade da área, que exige boa formação. “Muitos são graduados anualmente, porém, a alta complexidade e modernização contínua da carreira produzem um déficit de especialistas e profissionais capacitados”.
E, realmente, conforme explica Rodrigo Carvalho, da Irroba, o mercado é muito exigente. Além de horas e horas de esforço na frente dos computadores, é necessário sempre que o profissional esteja preparado para os problemas que virão.
“O profissional de TI é inquieto. O tempo todo, estão passando números e códigos na nossa cabeça. É dormir com um problema e acordar com a solução. São raros os profissionais de TI que eu conheço que não têm isso”, finalizou.