09 de julho de 2026
JÚRI

Motorista que atropelou e matou duas mulheres é condenado a prestar serviço comunitário

Por Kaique Castro | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Kaique Castro/GCN
Luís Fernando Barbosa da Silva (ao centro, de barba e óculos), no Tribunal do Júri

Luís Fernando Barbosa da Silva foi condenado a 4 anos e 6 meses em regime aberto por atropelar e matar Aparecida das Graças Ribeiro, 62, e a coladeira de peças Roselaine Henrique Rafael, 34, em julho de 2014. O julgamento aconteceu na manhã desta quinta-feira, 19, e a pena foi revertida em serviços comunitários.

Além dos serviços comunitários, o motorista foi condenado a pagar uma indenização de dez salários mínimos para cada família das vítimas, e teve sua CNH (Carteira Nacional de Habilitação) suspensa pelo mesmo período de condenação.

O júri popular de Luís Fernando começou por volta das 9h e, em seu testemunho, ele pediu perdão para os familiares das duas mulheres e se disse culpado pelo acidente.

“É um misto de sentimento. É revolta, dor, angústia... É muito misturado. Hoje estamos cumprindo a justiça dos homens, acho que a de Deus será pesada. Ele me procurou, pediu perdão. Minha mãe sempre me ensinou perdoar e, para eu poder seguir minha vida, eu o perdoo. Eu não desejo a ninguém o que ele fez comigo”, disse Pamela Mendes, dona de casa, filha de Aparecida.

A defesa do réu informou que não recorrerá da decisão, já que os jurados entenderam que Luís Fernando não agiu com a intenção de matar as mulheres.

Aparecida e Roselaine eram vizinhas e amigas, elas caminhavam na calçada da avenida São Vicente, quando foram atropeladas pelo carro que Luís Fernando conduzia.

O acidente
O atropelamento que resultou na morte das duas mulheres aconteceu na manhã de um domingo, na avenida São Vicente.

Luís Fernando conduzia um Volkswagen Gol, quando perdeu o controle do veículo na altura do Clube dos Servidores Municipais e atingiu as vítimas, por volta das 7h30. Garrafas de bebida foram encontradas no interior do carro.

Segundo a Polícia Militar, o Gol teria perdido o controle ao subir a avenida e capotou, invadindo a calçada. No veículo, havia dois homens e uma mulher.

Os passageiros chegaram a ser arremessados para fora do carro no momento do acidente. Boa parte do alambrado existente no local foi arrancado com o impacto do veículo.

Populares que passavam pelo lugar, no momento da ocorrência, chamaram os bombeiros para socorrerem as vítimas do Gol, mas ao chegar ao local os ocupantes do veículo dispensaram o atendimento, alegando não estarem feridos.

Nesse momento, os bombeiros encontraram a dona de casa Aparecida das Graças Ribeiro, 62, já morta na calçada da avenida, e a coladeira de peças Roselaine Henrique Rafael ainda com vida. Ela foi arremessada a cerca de 15 metros do local do acidente e caiu em um barranco existente no lugar.

Roselaine chegou a ser levada para a Santa Casa, mas morreu cerca de duas horas depois do acidente. Os ocupantes do Gol alegaram não terem percebido o atropelamento.

Dentro do veículo, a polícia encontrou garrafas de cerveja. O condutor do Gol e os dois passageiros foram levados para o plantão policial. Apesar de ter se recusado a fazer o teste do bafômetro, um perito constatou que o motorista estava alcoolizado, mas não embriagado.

Luís Fernando chegou a ficar preso, mas foi solto dias depois do acidente.