Tempo instável, mudança de temperatura e imunidade mais baixa. Os três fatores juntos resultam, na certa, em doenças respiratórias. Isso tem causado um aumento no número de atendimentos nos hospitais públicos e particulares e as crianças são as mais afetadas.
Na rede pública, em especial no Pronto-socorro Infantil, em março, foram atendidas 6.884 crianças. Já em abril, na transição do verão para o outono, os atendimentos subiram para 8.133 – uma alta de 18%.
No Hospital Regional de Franca, foi registrado um aumento de 26,82% do mês de março para abril nos atendimentos infantis por síndrome respiratória. A Unimed, outro hospital particular da cidade, não informou os dados.
O médico epidemiologista da Vigilância em Saúde, Homero Rosa, afirma que todos os anos há um aumento de doenças respiratórias nesta estação.
“Estamos em um momento de muita indefinição de doenças respiratórias, mas sabendo que elas são muito mais prevalentes nessa estação, porque há um grande choque climático em sair do verão e ir direto para o outono, é uma combinação perfeita para ter uma grande transmissão de doenças, e isso um pouco ajudado pelo retorno escolar, que ajuda a espalhar bastante.”
O médico também alertou que a hidratação é essencial para atenuar a grande incidência destas doenças. “É preciso hidratar muito o nosso corpo, tanto internamente quanto externamente. Externamente com o uso de umidificador frequentemente ou toalhas molhadas, por exemplo, e internamente tomando água sempre. As vacinas de gripe e contra bactérias também ajudam muito”, orientou Homero.