Quase metade dos francanos pretende celebrar o Dia das Mães com um almoço em casa, em vez de comprar presentes para suas mães. A constatação é de pesquisa do Instituto de Economia da Associação do Comércio e Indústria de Franca (IE-Acif). A explicação para esse fenômeno vem da alta inflação, disse o economista Adnan Jebailey.
No ano de 2021, em pesquisa para a mesma data comemorativa, 79% dos francanos afirmaram que comprariam presentes para suas mães. Com o passar de um ano, em 2022 esse número caiu quase pela metade, tendo 43% do público afirmado que comprarão presentes no Dia das Mães. Como forma de celebração à data, 43% de pessoas disseram que irão fazer um almoço em casa e 14% farão passeios com suas mães.
Jebailey analisou os dados da pesquisa e tem uma explicação para a queda na intenção de compra de presentes. “A inflação se reflete no aumento contínuo e generalizado de todos os preços. Só em 2021, a inflação acumulada no país superou os 10% e, no primeiro trimestre de 2022, superou a série histórica, desde 1994. Com isso, o francano está tendo de buscar novas maneiras de presentear, já que seu salário está perdendo o poder de compra, como demonstrou a pesquisa”.
Dos francanos que irão presentear suas mães, 34% pretendem comprar roupas, 26% perfumes e 11% acessórios. Apenas 6% pretendem comprar eletrodomésticos como presente, 5% calçados e 3% eletrônicos.
A entidade estima que o Dia das Mães movimente em torno de R$ 24,8 milhões no comércio francano. O ticket médio de compras deverá ser de R$ 112,68, com uma expectativa de mais de 100 mil pessoas indo às compras na cidade. A compra à vista é a principal forma de pagamento - a pesquisa aponta que 68,7% dos entrevistados pretendem pagar os presentes desta forma.