Pais e crianças passaram por uma situação complicada no Pronto-socorro Infantil “Doutor Magid Bachur Filho” na noite deste neste domingo, 1º. Quem levou seus filhos para receber atendimento no local teve um Dia do Trabalho bem marcante, precisando de muita paciência para esperar cerca de seis horas atravessar todo o processo de atendimento e pudessem finalmente voltar para casa.
Sem espaço no interior do pronto-socorro e com a longa espera, algumas pessoas sentavam na calçada do lado de fora da unidade de saúde, ou até mesmo encontravam um “conforto” no chão frio. Outros, já sem paciência e exaustos pela espera, faziam o chão de cama, bolsas e mochilas de travesseiro, e se deitavam por ali mesmo junto com seus pequenos.
Quem esperava no PS e quisesse se sentar precisava esperar por horas de pé até conseguir um assento. A alternativa era se esparramar no chão.
Ketilyn Cristina, que enfrentou a fila por horas com sua filha, uma criança de colo, é um bom exemplo. “Cheguei às 15h e estou indo embora agora (21h). Esperei de pé durante umas duas horas até que consegui sentar no salão principal do PS e finalmente esperar (mais horas) sentada. É complicado, os médicos parecem até estar enrolando lá dentro”.
A demora para receber atendimento revoltou aqueles que esperavam na fila. “Acho uma falta de respeito com os pais. Passamos muito tempo aqui, vemos crianças chorando o tempo todo, algumas pessoas pelo chão esperando... Está uma pouca vergonha! É muito difícil, é muito sofrimento mesmo. Eles precisam rever muito tudo isso”, reclama Silvia Cristina Andrade, 37, cortadeira que aguardava na fila do local com sua filha.
Sem alternativas, muitos se sujeitaram à longa espera. “Como é que a gente vai embora com nossa filha doente? Temos que resolver isso hoje, não tem como irmos embora. É um descaso com a população. Ali no quadro, está informando que são quatro médicos atendendo, mas a quantidade de crianças que estão entrando para o atendimento (por vez) são poucas! Não da para entender o que está acontecendo”, dizia, revoltado, o pespontador Allan Aguiar, de 37 anos, que esperava por atendimento para sua filha.
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Franca a respeito da demora no Pronto-socorro Infantil, mas até a publicação desta matéria não teve retorno.