Conforme anunciado pelo prefeito Alexandre Ferreira (MDB), a Secretaria de Saúde confirmou para esta quinta-feira, 28, o início do "fumacê" contra a dengue. Um veículo pulverizador deve percorrer o Jardim Luíza II a partir das 17 horas, com o objetivo de matar o mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. Porém, para realizar o procedimento, a Prefeitura deve ser autorizada pelo Estado e, segundo o órgão responsável, o pedido não foi havia pelo município.
Em Franca, 2.754 notificações da doença já foram registradas neste ano e, por isso, novas ações foram anunciadas. Uma delas começou já nessa quarta-feira, 27, com o apoio de um grupo de dez atiradores do Tiro de Guerra no trabalho de prevenção e eliminação de criadouros da dengue, juntamente com os agentes da Vigilância Ambiental, todos devidamente uniformizados e credenciados.
Para o fumacê, Caio Carvalho, diretor do Departamento de Vigilância em Saúde, ressaltou que os moradores devem deixar as portas, janelas e cortinas abertas para que a fumaça entre nas casas. Além disso, reforçou cuidados durante o procedimento.
“Solicitamos que as pessoas não fiquem nas calçadas, tampem os alimentos, bebedouros de animais e proteja pessoas doentes ou acamadas da fumaça por, pelo menos, 30 minutos”, disse Caio. A programação do fumacê será divulgada diariamente pelas redes sociais da Prefeitura e através de carro de som nos bairros.
Autorização
Apesar do uso do fumacê ter sido anunciado pelo prefeito Alexandre Ferreira, a Prefeitura de Franca parece não ter adotado o caminho correto para o uso da medida.
Desde 2001, o Governo de São Paulo exige que os municípios solicitem autorização do Estado para utilizarem o fumacê no combate da dengue. Processo que não havia sido cumprido por Franca. Segundo a CCD (Coordenadoria de Controle de Doenças) - órgão da Secretaria de Saúde do Estado -, até as 18h da última quarta-feira, 28, "não houve solicitação por parte da Prefeitura de Franca".
Enquanto Franca adotou a medida de forma isolada ao Estado, comprando o veneno através de processo licitatório, outras cidades paulistas fizeram o processo correto e garantiram parceria com a Sucen (Superintendência do Controle de Endemias), como é o caso de Santos. "A aplicação do fumacê é uma parceria da Secretaria de Saúde de Santos com a Superintendência do Controle de Endemias (Sucen) do Governo do Estado", informou a Prefeitura de Santos.
A Prefeitura de Franca foi procurada para explicar os motivos de não terem adotado o processo correto, mas, até o momento, a reportagem não teve um retorno.