12 de maio de 2026
VERTICALIZAÇÃO

Com 5 novos prédios por ano, edifícios se espalham por Franca e mudam paisagem da cidade

Por Kaique Castro | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Dirceu Garcia/GCN
Paisagem de Franca, vista da zona Sul da cidade

Quem passa pelas avenidas Alonso y Alonso, Rio Negro ou chega a Franca pela rodovia Cândido Portinari percebe uma coisa: a cidade ganhou novos prédios, de grande e médio portes. Eles surgem no ritmo médio de cinco novos empreendimentos por ano. E isso faz com a cidade mude constantemente, transformando a paisagem.

Na parte da avenida Alonso y Alonso, no trecho da área central, é impressionante o aumento de prédios que ficam ao entorno da avenida. Os empreendimentos multifamiliares e também exclusivamente comerciais estão em locais que antes eram gigantes terrenos, como a construção ao lado de um terreno próximo ao Habib’s, em frente à fábrica da Fors.

Na mesma avenida, duas torres residenciais estão sendo concluídas no Jardim Veneza, ao lado da concessionária da Fiat Cofrana. Mais à frente, em sentido oposto, no bairro São José, um edifício comercial também está de pé. Lá o foco serão consultórios médicos e serviços de saúde.

Na região do Hospital Regional, mais três edifícios residenciais estão surgindo, cada um deles em diferentes etapas de construção, mas já responsáveis por uma nova paisagem na região.

Um outro ponto que chama a atenção é na entrada da cidade pela Cândido Portinari. Antes, quem chegava a Franca só conseguia ver alguns prédios na área central e acabou.

Hoje, não, com vários edifícios na região do Poliesportivo e da Unifran, além do entorno do Franca Shopping, quem entra na cidade já avista um horizonte tomado por grandes prédios.

Essa mudança da paisagem mostra que mesmo depois de tanto tempo, parece que Franca começou a se verticalizar.

"O crescimento de torres de prédios verticais grandes é uma realidade em todas as cidades acima de 200 mil habitantes. Franca até demorou mais para aderir. As pessoas querem morar em áreas centrais, bairros mais próximos e, para atender a essa procura, somente com torres assim", disse Jorgito Donadelli, vice-presidente da Alfa (Associação dos Loteadores e Empreendedores Imobiliários de Franca) e diretor institucional da Aelo (Associação das Empresas Loteadoras e Empreendedoras Imobiliárias) de Franca e Região.

Segundo Valdir Lopes, socioproprietário da Construtora CV Lopes, o interesse das pessoas em morar neste tipo de empreendimento aumentou nos últimos anos, mas a mudança em algumas exigências vindo da Prefeitura fez com que mais prédios fossem construídos.

"Aumentou demais (a procura). Tem local que não tem apartamento para vender ou alugar. Franca ficou estabilizada por muitos anos por causa das exigências da Prefeitura. Eram muitas exigências, diferentes de outras cidades do mesmo porte. Franca, hoje, tem a metade dos prédios que deveria ter. Há 20, 30 anos não se construía prédios", comentou Valdir, afirmando que dois terços dos prédios de médio e grande porte da cidade foram construídos pela sua construtora.

De acordo com a Prefeitura, nos últimos quatro anos, foram aprovados 31 prédios com seis pavimentos ou mais.

"Nos últimos anos, houve um grande aumento no número de empreendimentos multifamiliares protocolado para análise e aprovação na Prefeitura de Franca, contribuindo significativamente para o fomento da economia local", informou a assessoria de imprensa da Prefeitura.