Quem achou que os problemas terminariam com a redução dos casos de covid, se enganou e acompanhou a gripe Influenza voltar aos radares da Saúde. Agora, Franca precisa lidar com um velho conhecido da população: o mosquito da dengue.
Desde o início deste ano, até esta sexta-feira, 8, às 12 horas, oficialmente haviam sido confirmados 1.658 casos de dengue, equivalente a aproximadamente 17 casos em média por dia desde 1º de janeiro. Além disso, estão sendo verificadas três mortes suspeitas pela doença no município. Os dados foram confirmados pela Prefeitura de Franca.
Em média, 1,3 mil atendimentos são realizados todos os dias no Pronto-Socorro "Dr. Álvaro Azzuz", principal porta de entrada para atendimentos gerais na rede pública de saúde. Destes, cerca de 20% são pessoas com sintomas de dengue – por volta de 260 pacientes. O percentual não define a quantidade de casos registrados, uma vez que a pessoa pode estar com dengue e não apresentar os sintomas, por exemplo.
“Dor no corpo, febre e mal-estar geral. São sintomas que o paciente chega relatando e são sintomas que estão relacionados à dengue”, diz a secretária municipal de Saúde, Waléria Mascarenhas.
Já em relação às mortes suspeitas por dengue, a Secretaria encaminhou para o SVO (Serviço de Verificação de Óbito) para avaliação das causas dos óbitos.
Quem chega no PS, passa na recepção para fazer a ficha e aguarda a triagem. Lá, o paciente vai ser atendido segundo a criticidade do caso, sendo azul, amarelo ou vermelho – azul caso leve e o vermelho, grave. Caso for suspeita de covid, o paciente será encaminhado ao médico responsável. Demais doenças, para médicos gerais.
Organização que Isabel Ferreira Alves, de 18 anos, não sentiu quando foi procurar o PS na última quarta-feira, 6. “Fiquei esperando por volta de quatro horas sem nenhum tipo de conforto, e como estava lotado acredito que todas as pessoas que estavam lá estavam esperando por horas. Ao final estava totalmente desgastada e fui embora sem o atendimento”.
A moradora do Parque Universitário, na zona Sul da cidade, chegou por volta de 11h30 e foi embora às 16h24. “Cheguei ao pronto-socorro me queixando de tontura, dores de cabeça, dores nos olhos e um mal estar imenso”.
Sem o atendimento, Isabel foi embora passando mal e com falta de ar. Precisou tomar um remédio para conseguir dormir. “Agora estou na cidade vizinha da minha amiga procurando um suporte melhor aqui”.
Cenário completamente oposto a esta sexta-feira, 8. Apesar de quase 100 pacientes aguardarem no salão principal da unidade por volta das 10h30, o tempo de esperava girava em torno de uma hora dependendo da complexidade do caso. Grande parte das pessoas estava com sintomas de dengue.
A secretária Waléria pede a colaboração da população no combate ao mosquito transmissor da doença. “Vem chuva e depois vem sol. É importante que a população também esteja nos ajudando nessa questão. Só assim vamos vencer a dengue como estamos vencendo a covid”, finaliza.