Mais uma vez o Centro Pop de Franca virou caso de polícia. Uma vizinha do equipamento social diz que sofreu uma tentativa de agressão na manhã desta quinta-feira, 7, quando estava dentro do prédio, que fica na Vila Formosa.
Solange Aparecida Borges faz parte de um grupo de pessoas que busca uma solução para os problemas que os vizinhos vêm enfrentando desde a instalação do Centro Pop no bairro.
Solange conta que foi chamada para uma reunião no local nesta quinta e, em determinado momento, um frequentador do equipamento teria empurrado a porta da sala onde ocorria a reunião, tentado agredi-la.
“Me chamaram para uma reunião dentro do Centro Pop, eu fui e tentaram me agredir. Algumas pessoas evitaram o pior. Após isso, eles (moradores de rua) ficaram na porta do equipamento esperando eu sair", disse Solange.
A moradora disse que na reunião havia moradores de rua, funcionários do Centro Pop e a presença de membros do serviço social da Unesp. "Perguntei a finalidade de reunião, e disseram que era para ajustar as coisas para ficar bom para todo mundo", contou Solange.
"Quando eu estava dizendo dos meus direitos e dos direitos deles, uma pessoa empurrou a porta e partiu pra cima de mim, me ameaçando. Estou muito abalada, porque sou uma pessoa que luta pelo meu bairro”, contou Solange, ainda na CPJ, onde a ocorrência foi registrada.
Ela diz que saiu do Centro Pop escoltada pela polícia e que os moradores de rua continuaram com as ameaças. "Um deles gritou: ‘Estamos esperando você voltar’. Eu já vivia com medo, muito mais agora”, completou a mulher, que mora a 40 metros do prédio.
A Guarda Civil Municipal foi chamada. Chegando ao local, os guardas também foram ameaçados, mas conseguiram tirar a mulher de lá.
Segundo o guarda Eduardo, os frequentadores do Centro Pop chegaram a atirar pedras e paus contra eles, e ameaçaram invadir a casa da vizinha. “Procuramos saber e, realmente, os moradores de rua tentaram agredi-la. Um deles foi detido por ameaças e por prometer roubar a casa dela. Nós também fomos ameaçados por eles. Precisamos nos esquivar para não sermos atingidos pelos objetos jogados por eles contra a gente”, disse o guarda municipal.
A reportagem procurou a Prefeitura para saber do que se tratava a reunião com a presença da moradora, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.