Com as chuvas dos últimos meses, o asfalto de Franca ficou ainda mais deteriorado. À frente deste problema está a Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca), responsável pelo serviço de tapa-buracos e manutenção de ruas e avenidas da cidade.
Segundo a presidente da empresa, Milena Bernardino, em entrevista à rádio Difusora nesta quarta-feira, 30, as equipes trabalham diariamente para tapar os buracos, mas seria necessário um investimento de cerca de R$ 70 milhões para a restauração das principais ruas e avenidas.
“Franca tem uma malha viária muito grande, então a manutenção dela exige mais. Leporace é um bairro que existe há mais de 40 anos, e precisaria, assim como outros bairros, recapear tudo. O problema é que o custo disso é muito alto, então é onde entra a questão dos tapa-buracos”, falou Milena.
Milena ainda rebateu comentários populares de que o remendo asfáltico dura pouco. “Não é que dura pouco. Às vezes as ruas têm as fissuras, e o asfalto não resiste à água. Não pode acontecer de soltar nem nada. O que acontece é que pode abrir um buraco próximo ao que foi tapado, mas não um que acabou de ser feito”.
O serviço de tapa-buracos é feito de acordo com os chamados, solicitados muitas vezes pela própria população através do “Tapezap”. Milena explicou que todos são prioritários, mas as equipes analisam primeiramente os que têm mais reclamações. A Avenida Chafic Facury, que adentra bairros como Ângela Rosa, Noêmia e Piratininga, é campeã em pedidos e está incluída em projetos de recapeamento.
Transporte público
A Emdef, também responsável pelo transporte público, avalia constantemente a demanda por ônibus – principal reclamação dos usuários. Segundo Milena, não há uma previsão de quando o serviço volte a operar como era antes da pandemia, mas as equipes monitoram o serviço.
“Muitas vezes falam que precisa de mais ônibus para tal linha, que está lotado etc. A gente puxa nas câmeras e vê que nem sempre. Quando está, a gente já solicita para que a empresa São José coloque mais linhas. Isso tem que ser gradativo, conforme volta a demanda, a gente vai ampliando o sistema.”