11 de julho de 2026
ENTREVISTA

Tarcísio não sabe onde fica Pedregulho e Haddad não trabalha após as 18h, diz Vinholi

Por Heloísa Taveira | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação/Governo de SP
Marco Vinholi: 'O governo do Estado de São Paulo é extremamente complexo e muito sério'

Em entrevista à rádio Difusora nesta terça-feira, 29, o secretário de Desenvolvimento Regional do Estado, Marco Vinholi, classificou São Paulo como um estado protagonista e que demanda muito. “São Paulo não é um lugar para estágio. O governo do Estado de São Paulo é extremamente complexo e muito sério”, disse ele.

Marco Vinholi, fez um panorama geral da atual administração à frente de São Paulo ao longo de quatro anos e avaliou os principais nomes cotados para o governo. “Chegar ao fim deste processo, seja com a pandemia, com os investimentos na região, com tudo que nós pudemos fazer pela liderança no governador João Doria, do vice Rodrigo Garcia, é motivo sim de satisfação, entregar um trabalho que foi feito com muito esforço nosso”, falou.

O secretário ainda afirmou que não definiu se sairá como candidato nestas eleições e que tem prioridade, como presidente do PSDB de São Paulo, organizar o partido para o momento. “Eu sou o último a definir. Depois que todo mundo tiver definido, daí a gente vê a minha posição”, brincou. “Posso também não ser candidato a nada. Tenho como foco apoiar o partido a poder crescer nas eleições”. 

Governo de SP 
Vinholi afirmou que está de olho em duas opções que vem se apresentando de forma mais concreta ao Governo de São Paulo: o candidato de Lula, Fernando Haddad, e o de Bolsonaro, Tarcísio de Freitas. Sobre ambos, ele é crítico.

“Fernando Haddad foi prefeito de São Paulo, fez uma péssima gestão na capital, perdeu no primeiro turno na sua (tentativa de) reeleição e isso já diz muita coisa. Alguém que não era muito afeito ao trabalho depois das 18 horas. Fim de semana, era difícil ver Fernando Haddad trabalhando. Não é muito nosso estilo aqui da população do estado de São Paulo, que tem o trabalho como algo fundamental”, cutucou.

Por outro lado, destacou que respeita a candidatura de Tarcísio de Freitas, mas que é “uma candidatura artificial”. “Há poucos meses ele não sabia se iria ser candidato por Goiás, Mato Grosso, Brasília ou São Paulo. Não é por conta de ele não ser de São Paulo. Muita gente veio para cá, construiu sua vida, deu sua dedicação. É que o Tarcísio nunca morou em São Paulo, não conhece o Estado”, falou.

“Parece que é uma coisa de oposição, mas não é. Se perguntar onde fica Pedregulho, ele não vai saber, quais são os problemas de Franca, ele não participou dessa discussão nem faz ideia”.

Cotados para presidente
Vinholi apoia João Doria (PSDB) para a presidência da República. Para ele, grande parte da população não quer Jair Bolsonaro (PL) nem Lula (PT) como chefes do Executivo. Desta forma, mesmo com poucas intenções de voto, Doria deve ter mais destaque quando as eleições se afunilarem.

“A população vai conhecer as opções um pouco mais para frente, hora em que afunilar essa mobilização do chamado centro democrático. Eu entendo que mais para julho, agosto... Acho que com isso o governador João Doria terá oportunidade de conversar com a população e crescer com naturalidade. Acho que a população vai vendo mais essa viabilidade, e essa via vai começar a crescer.”