11 de julho de 2026
CENSURA

Associação Nacional de Imprensa denuncia censura ao Lollapalooza na ONU e na OEA

Por Mônica Bergamo | da Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min
Reprodução/Instagram
A decisão liminar proibiu manifestações a favor ou contra qualquer candidato ou partido político, e foi tomada no sábado

A ABI (Associação Nacional de Imprensa) denunciou nesta segunda-feira, 28, à ONU (Organização das Nações Unidas) e à OEA (Organização dos Estados Americanos) a decisão liminar do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que impôs multa ao festival Lollapalooza caso artistas se manifestassem politicamente durante seus shows.

O documento foi endereçado à relatora especial sobre Liberdade de Expressão e Opinião das Nações Unidas, Irene Khan, e ao relator especial sobre Liberdade de Expressão da OEA, Pedro Vaca Villarreal.

"A liberdade de expressão é um direito constitucional e um direito humano, e precisa ser respeitada. Consideramos a decisão judicial imposta aos artistas como uma grave arbitrariedade", afirmam os advogados Carlos Nicodemos e Maria Fernanda Cunha, do escritório Nicodemos & Nederstigt Associados, que assessoram a ABI.

O ministro Raul Araújo, do TSE, classificou como propaganda eleitoral as manifestações políticas das cantoras Pabllo Vittar e Marina no Lollapalooza e determinou multa de R$ 50 mil para a organização do festival se houver outras.

A decisão liminar proibiu manifestações a favor ou contra qualquer candidato ou partido político, e foi tomada no sábado, 26. Ela acatou parcialmente um pedido da campanha do presidente Jair Bolsonaro ( PL) realizado na manhã daquele mesmo dia. Os advogados do PL também tinham solicitado condenação do Lollapalooza por propaganda eleitoral antecipada, o que não ocorreu.